A mulher de 48 anos suspeita de ter matado a enteada, uma criança de oito anos, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
A medida de coação mais gravosa foi aplicada pelo juiz de instrução criminal na sequência dos fortes indícios recolhidos pelas autoridades, que apontam para a prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver.
O caso, que tem chocado a região de Trás-os-Montes e o país, ganhou contornos dramáticos na madrugada de quinta-feira, quando a suspeita terá confessado o crime às autoridades e indicado o local onde abandonou o corpo da menor.
A família residia na freguesia de Celeirós, no concelho de Valpaços, mas os factos investigados terão ocorrido na Serra da Padrela, já em território do concelho de Vila Pouca de Aguiar, circunstância que determinou a competência territorial do tribunal onde decorreu o interrogatório judicial.
Após a detenção, a mulher foi ouvida pelo juiz de instrução, tendo prestado declarações durante a diligência. No final da sessão, a advogada de defesa, Mónica Teixeira, confirmou a aplicação da prisão preventiva, referindo que a decisão judicial era expectável face à gravidade dos factos em investigação.
A defensora adiantou ainda que será requerida uma perícia psiquiátrica à arguida, avaliação que poderá assumir relevância para o desenvolvimento do processo e para a determinação das condições psicológicas da suspeita à data dos acontecimentos.
A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público, com o apoio da Polícia Judiciária, que continua a desenvolver diligências destinadas a esclarecer todas as circunstâncias que rodearam a morte da criança.
A tragédia provocou profunda consternação nas comunidades de Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, onde o caso continua a ser acompanhado com grande emoção e perplexidade, perante um desfecho que abalou a população e levantou inúmeras questões sobre os contornos deste crime.
Enquanto decorrem as investigações, a suspeita permanecerá em prisão preventiva, a medida considerada adequada pelas autoridades judiciárias para salvaguardar o normal decurso do processo.
Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa
Foto: DR


















