Grupo Português do Mieloma Múltiplo destaca crescimento científico, cooperação multidisciplinar e compromisso com os doentes
A cidade de Chaves acolheu, este sábado, uma reunião do Grupo Português do Mieloma Múltiplo (GPMM), uma das mais importantes estruturas científicas nacionais dedicadas ao estudo, diagnóstico, monitorização e tratamento do mieloma múltiplo e de outras discrasias de plasmócitos.
O encontro reuniu a direção do GPMM, composta pela Prof.ª Doutora Cristina João, assistente hospitalar graduada de Hematologia na Fundação Champalimaud, a Dra. Adriana Roque, assistente hospitalar de Hematologia na Unidade Local de Saúde de Coimbra, e a Dra. Patrícia Ferraz, assistente hospitalar de Hematologia na Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).
Durante a reunião, realizada em formato híbrido, foram analisados projetos em curso, estratégias de desenvolvimento científico e novas recomendações nacionais para a abordagem clínica do mieloma múltiplo.
Em declarações à margem do encontro, em exclusivo ao Canal N, a Prof.ª Doutora Cristina João, sublinhou a relevância crescente do grupo no panorama da hematologia portuguesa.
“O Grupo Português do Mieloma Múltiplo é um grupo de interesse nacional que reúne médicos hematologistas e outros profissionais de saúde com especial interesse nesta área. Está sediado na Sociedade Portuguesa de Hematologia, tem mais de uma década de existência e tem vindo a ganhar um dinamismo muito significativo ao longo dos anos”, afirmou.
Segundo a responsável, o grupo apresenta atualmente uma forte representatividade nacional e uma participação multidisciplinar cada vez mais abrangente, desenvolvendo múltiplos trabalhos científicos e contribuindo para a definição das recomendações nacionais em matéria de diagnóstico, terapêutica e monitorização destas patologias.
“O nosso trabalho é fundamental para garantir uma abordagem cada vez mais eficaz e uniforme aos doentes em todo o país. Temos desenvolvido recomendações nacionais que constituem uma referência para a prática clínica”, destacou.
A realização da reunião em Chaves coincidiu com as jornadas dedicadas ao mieloma múltiplo promovidas pela Associação de Profissionais de Saúde do Alto Tâmega e Barroso (APSAT), em homenagem à Prof.ª Doutora Margarida Lima, circunstância que permitiu reunir especialistas de diversas regiões do país esta sexta-feira.
“Decidimos aproveitar a presença de muitos profissionais nestas jornadas para realizar aqui a nossa reunião presencial. Além disso, a Dra. Patrícia Ferraz, membro da direção nacional do grupo, exerce funções nesta unidade hospitalar, o que tornou Chaves uma escolha natural para este encontro”, explicou Cristina João, que aproveitou para enaltecer o crescimento da Sociedade Portuguesa de Hematologia e o fortalecimento dos seus grupos de trabalho.
“A Sociedade Portuguesa de Hematologia tem demonstrado um vigor muito grande, não apenas no nosso grupo, mas em várias áreas da especialidade. É um orgulho fazer parte deste percurso e contribuir para o seu desenvolvimento”, referiu.
A responsável com mais antiguidade do GPMM deixou ainda uma mensagem de reconhecimento ao trabalho desenvolvido por todos os profissionais envolvidos, salientando que o principal objetivo das atividades promovidas pelo grupo continua a ser a melhoria dos cuidados prestados aos doentes.
“Estas iniciativas existem para todos, mas sobretudo para os doentes. Quando trabalhamos em conjunto, pensamos melhor e conseguimos fazer melhor”, concluiu.
A reunião de Chaves reafirmou o papel do Grupo Português do Mieloma Múltiplo como uma referência científica nacional, promovendo a partilha de conhecimento, a inovação clínica e a cooperação entre profissionais de saúde, numa área médica em constante evolução e de enorme importância para a qualidade de vida dos doentes.
Paulo Silva Reis, texto e fotos























