Perante o agravamento das condições meteorológicas e o aumento significativo do perigo de incêndio rural, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o dispositivo de prevenção, vigilância e fiscalização em todo o território nacional, apelando à máxima responsabilidade dos cidadãos para evitar a ocorrência de novos fogos.
Depois de uma primeira fase centrada na sensibilização das populações, a GNR entra agora num período de maior fiscalização no terreno, intensificando a monitorização do cumprimento das normas de segurança e das restrições em vigor, numa altura em que as elevadas temperaturas, o vento e a baixa humidade aumentam o risco de ignições.
Desde o início do ano, a Guarda realizou 4.680 ações de sensibilização junto das comunidades e efetuou 8.549 sinalizações relacionadas com situações de risco, prestando aconselhamento aos proprietários para a adoção de medidas preventivas antes da época mais crítica de incêndios.
Apesar deste trabalho de proximidade, a GNR alerta que a prevenção continua a depender, em grande medida, do comportamento responsável de cada cidadão. Até 3 de julho de 2026, a Guarda já procedeu à detenção de 134 pessoas pelo crime de incêndio, sendo que a maioria dos casos resulta de comportamentos negligentes associados ao uso do fogo.
Restrições em vigor
A GNR recorda que, sempre que o perigo de incêndio rural seja classificado como Muito Elevado ou Máximo, é proibido: Fumar, fazer lume ou acender fogueiras em espaços florestais e agrícolas; Realizar queimas ou queimadas de sobrantes; Lançar foguetes ou balões com mecha acesa; Fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas; Circular com tratores, máquinas agrícolas e veículos pesados que não disponham de extintor, sistema de retenção de faúlhas ou tapa-chamas no escape.
A Guarda Nacional Republicana garante manter o dispositivo em total prontidão para proteger as populações, os bens e o património florestal, reforçando que a prevenção continua a ser a principal arma no combate aos incêndios rurais.
Para esclarecimento de dúvidas ou denúncia de infrações ambientais, os cidadãos podem contactar, 24 horas por dia, a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR


















