À medida que se aproxima mais uma edição do Circuito Internacional de Vila Real, a cidade transforma-se para receber um dos maiores eventos desportivos do país. Enquanto decorre a instalação das infraestruturas de segurança, barreiras de proteção e restantes equipamentos necessários ao funcionamento da prova, começa também a repetir-se um cenário já habitual ao longo do traçado urbano: a montagem de bancadas improvisadas em terrenos e propriedades privadas, erguidas pelos próprios residentes para acompanhar as corridas.

É uma imagem que se repete ano após ano e que, para muitos, faz parte da identidade do circuito citadino. No entanto, as estruturas continuam a suscitar preocupações do ponto de vista da segurança, levando o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Alexandre Favaios, a deixar um apelo claro ao bom senso da população.

Questionado sobre esta realidade, o autarca reconheceu que a capacidade de intervenção do município é bastante limitada, uma vez que muitas destas estruturas são instaladas em espaços privados.

“Percebemos que são situações em privado, percebemos que uma qualquer notificação, o tempo de natureza formal para a sua remoção é impossível, é inócuo, é perfeitamente impossível que nós tenhamos a capacidade de intervir em tempo útil e conseguirmos remover de forma coerciva essas mesmas bancadas”, afirmou Alexandre Favaios.

Apesar dessa limitação, o presidente sublinha que o município procura sensibilizar os proprietários para que a construção destas plataformas seja feita com responsabilidade, evitando situações que possam colocar espectadores e pilotos em risco.

“Pede-se precisamente alguma consciência e compreensão”, referiu, acrescentando que existe consciência de que estas bancadas fazem parte da envolvência única do Circuito Internacional de Vila Real.

“Percebendo também as diferenças que organizam este evento, percebendo que também é um marco que nos distingue, porque é verdade, esta festa à volta do circuito é um marco que nos distingue e que torna efetivamente também o nosso circuito tão especial”, destacou.

Ainda assim, Alexandre Favaios deixou um aviso claro quanto à localização e dimensão destas estruturas.

“Pelo menos que exista esse consenso de perceber que elas não devem ser colocadas em altura e em proximidade à pista, para que numa eventual queda dessa estrutura não venha adicionalmente a provocar algum incidente dentro do próprio circuito”, alertou.

O autarca considera que uma ocorrência provocada pelo colapso de uma bancada improvisada poderia ter consequências graves, não apenas para a segurança das pessoas, mas também para o futuro da própria prova.

“Podemos ter, numa situação de incúria, ou um qualquer incidente, provocar uma situação mais desagradável, que essa sim nos daria medidas muito mais restritivas que possam colocar em causa, evidentemente, a organização do circuito”, concluiu.

A poucos dias do arranque da competição, que decorre entre 10 e 12 de julho,a mensagem da autarquia é clara: preservar uma tradição que caracteriza o Circuito Internacional de Vila Real, mas fazê-lo com responsabilidade, prudência e respeito pelas regras de segurança, para que a festa do automobilismo decorra sem incidentes.

Texto e Foto: Jornalista Vitória Botelho

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