O incêndio rural que lavra desde a passada terça-feira no concelho de Valpaços continua a evoluir de forma extremamente preocupante, mantendo várias frentes ativas e obrigando à retirada de populações, numa operação que mobiliza um dos maiores dispositivos de combate do país.
As chamas, que tiveram origem numa zona de mato na localidade de Ervões, atravessaram entretanto o rio Rabaçal e alastraram ao concelho de Mirandela, agravando ainda mais a dimensão e complexidade do teatro de operações.
Durante esta quinta-feira, foi determinada a evacuação de várias pessoas da aldeia de Sonim, no concelho de Valpaços, por precaução face à aproximação das chamas. Já no concelho de Mirandela, o avanço do incêndio obrigou também à retirada de habitantes de duas aldeias, numa medida preventiva destinada a salvaguardar a segurança das populações.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), encontram-se atualmente empenhados no combate ao incêndio 784 operacionais, apoiados por 258 viaturas terrestres e cinco meios aéreos, que continuam a desenvolver um intenso trabalho para travar a progressão das chamas.
O balanço provisório revela já uma elevada destruição. O fogo provocou danos em pelo menos 21 habitações, num armazém agrícola e numa sucata, além de ter causado cinco feridos, entre os quais bombeiros, um militar da GNR e um civil.
De acordo com as primeiras estimativas, a área ardida ultrapassa já os seis mil hectares, consumindo extensas manchas de mato, floresta e terrenos agrícolas.
As condições meteorológicas continuam a dificultar o combate, obrigando os bombeiros a enfrentar um incêndio de grande intensidade e comportamento imprevisível, num cenário considerado de elevada exigência operacional.
Jornalistas: Edgar Pedreiro e Paulo Silva Reis
Foto: DR


















