A Praça do Município, em Ribeira de Pena, encheu-se na noite de quinta-feira para assistir ao Desfile da Feira do Linho, um dos momentos mais emblemáticos da programação cultural do concelho, que voltou a unir tradição, criatividade e identidade numa celebração dedicada a um dos mais importantes símbolos do património local.
Perante centenas de espectadores, o desfile transformou-se numa verdadeira viagem pela história do linho, evidenciando a sua importância enquanto marca identitária de Ribeira de Pena e demonstrando como um saber-fazer ancestral continua a inspirar novas formas de expressão artística e de valorização cultural.
A edição deste ano prestou uma sentida homenagem às tecedeiras, mulheres que, ao longo de gerações, preservaram com dedicação, mestria e perseverança a arte de trabalhar o linho, garantindo a continuidade de uma tradição que faz parte da memória coletiva do concelho. O seu trabalho foi reconhecido como um legado fundamental para a preservação da identidade cultural ribeirapenense.
Mais do que um desfile de moda, o evento assumiu-se como uma celebração da memória e das raízes do território, estabelecendo uma ponte entre o passado e o presente e mostrando que o linho continua a reinventar-se sem perder a autenticidade que o caracteriza.
Um dos grandes destaques desta edição foi a participação da estilista Liliana Batista, natural de Cerva e proprietária de um atelier em Chaves, que assinou o desfile deste ano. As suas criações evidenciaram a versatilidade e a elegância do linho, conjugando a tradição artesanal com uma abordagem contemporânea, num tributo à riqueza cultural da região.
O sucesso da iniciativa confirmou, uma vez mais, a Feira do Linho como um dos principais momentos de promoção do património imaterial de Ribeira de Pena, valorizando os saberes tradicionais, o talento local e a capacidade de transformar uma herança secular num elemento vivo da cultura e da identidade do concelho.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR





























