Depois do eclipse solar, os especialistas reforçam os cuidados com a saúde ocular e alertam para a possibilidade de surgirem problemas de visão após uma exposição direta ao Sol sem proteção adequada.
A radiação solar pode provocar lesões na retina, mesmo quando a exposição parece ter sido breve. Em alguns casos, os efeitos não são imediatamente percetíveis e podem manifestar-se apenas horas ou dias depois, podendo deixar sequelas permanentes.
Visão desfocada, manchas ou pontos escuros no campo visual, alterações na perceção das imagens, dor ocular ou perda de visão são alguns dos sinais que justificam uma avaliação médica. Perante uma alteração súbita ou significativa da visão, a recomendação é procurar assistência de saúde rapidamente.
A atenção deve ser redobrada no caso das crianças. Apesar de os óculos próprios para eclipses proporcionarem proteção quando cumprem os requisitos de segurança e são utilizados corretamente, os mais novos podem retirar ou utilizar incorretamente o equipamento, aumentando o risco de exposição.
Também não devem ser utilizados óculos de sol convencionais, películas, filtros improvisados ou outros métodos caseiros para observar diretamente o Sol, uma vez que não garantem a proteção necessária.
Quanto às alegações que associam eclipses a dores de cabeça, alterações de humor, problemas de sono ou outros efeitos prolongados na saúde, não existe evidência científica que permita estabelecer uma relação direta entre esses sintomas e o fenómeno astronómico.
O principal alerta após a observação do eclipse permanece, assim, relacionado com a visão: qualquer alteração ocular que surja depois da exposição solar deve ser valorizada e avaliada por profissionais de saúde.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR




















