Inoperacionalidade levanta dúvidas e gera alerta sobre segurança da população
A VMER de Chaves foi substituída por três vezes nos últimos dias, sempre devido a avarias nas viaturas, numa situação que está a provocar períodos de inoperacionalidade e a levantar sérias preocupações quanto à capacidade de resposta da emergência médica no Alto Tâmega.
Ao que o Canal N apurou, as sucessivas avarias obrigaram à substituição da viatura afeta à Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Chaves, tendo sido registadas várias horas em que este meio de emergência médica ficou indisponível.
A situação assume particular relevância numa região onde a distância entre localidades e unidades hospitalares pode representar um fator crítico em situações de emergência. Uma VMER permite levar cuidados médicos diferenciados ao local da ocorrência, sendo especialmente importante em casos de trauma grave, paragem cardiorrespiratória ou outras situações potencialmente fatais.
A sucessão de problemas num período tão curto coloca também em evidência uma questão de capacidade logística e de disponibilidade de meios de substituição. Quando uma viatura avaria, a resposta depende da existência de uma alternativa operacional capaz de garantir a continuidade do serviço sem interrupções significativas.
Segundo as informações recolhidas pelo Canal N, a repetição das avarias terá provocado constrangimentos na operacionalidade da VMER de Chaves, situação que merece esclarecimento por parte das entidades responsáveis pela gestão e manutenção destes meios.
Para uma população abrangida por um território extenso e com localidades dispersas, cada minuto pode fazer a diferença. Por isso, a disponibilidade permanente de uma VMER não é apenas uma questão de logística: é uma questão de segurança e de capacidade de resposta perante situações em que a vida pode estar em risco.
A sucessão de três substituições em poucos dias deixa, por isso, uma pergunta inevitável: está o sistema a dispor dos meios necessários para garantir que a emergência médica diferenciada chega sempre que é necessária?
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR



















