O número 72 da revista Aquae Flaviae é apresentado esta quinta-feira, na Biblioteca Municipal, com um estudo dedicado à obra teatral do General Ribeiro de Carvalho e à colaboração musical do maestro flaviense Pinto Ribeiro. A edição assinala também os 40 anos do Grupo Cultural Aquae Flaviae.

A história artística de Chaves ganha um novo capítulo de valorização com a publicação do número 72 da revista Aquae Flaviae, dedicado às “Operetas em Chaves”, um património cultural que marcou diferentes gerações e cuja memória a publicação procura preservar e divulgar.
A apresentação pública está marcada para esta quinta-feira, 15 de outubro, às 18h00, na Sala Multiusos da Biblioteca Municipal de Chaves, e constitui uma oportunidade para revisitar uma parte significativa da história teatral flaviense, através do acervo do General Augusto César Ribeiro de Carvalho e do maestro Pinto Ribeiro.
A edição assume um significado especial por coincidir com os 40 anos da fundação do Grupo Cultural Aquae Flaviae, prestando homenagem aos seus fundadores e ao trabalho desenvolvido ao longo de quatro décadas na defesa e promoção da cultura e da identidade local.
O estudo, da autoria de Maria Isabel Barros Morais da Costa, com a colaboração do arquiteto Rodrigo Lopes Moreira, recupera o percurso e a importância da produção teatral do General Ribeiro de Carvalho, autor de dez operetas, além de comédias, dramas e outras peças que marcaram a vida cultural de Chaves e alcançaram projeção noutras cidades portuguesas.
Entre as obras destacadas encontram-se “A Dama Negra”, “O Segredo do Rajá”, “Os Cabeçudos”, “O Lobisomem” e “A Pastorinha”. Muitas destas operetas foram musicadas pelo maestro flaviense Pinto Ribeiro, cuja colaboração contribuiu para dar expressão musical às criações teatrais e consolidar uma tradição artística que merece continuar a ser conhecida.
Mais do que recuperar títulos e nomes, a publicação permite revisitar o contexto cultural em que estas obras foram produzidas e reconhecer o contributo dos seus autores para a afirmação de Chaves enquanto espaço de criação e dinamização artística.
A apresentação do novo número da Aquae Flaviae convida, assim, a comunidade a redescobrir um património que faz parte da memória coletiva do concelho e a valorizar o trabalho de quem, ao longo de décadas, tem contribuído para preservar a história cultural flaviense.
No ano em que o Grupo Cultural Aquae Flaviae assinala quatro décadas de existência, esta edição reforça a importância da investigação, da documentação e da divulgação do legado artístico local, garantindo que obras e protagonistas de outras épocas continuam a ter lugar na memória cultural de Chaves.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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