Estrutura distrital social-democrata contesta a decisão dos seis presidentes de Câmara de não reunirem com o secretário de Estado da Gestão da Saúde, após a ausência da ministra Ana Paula Martins por motivos de saúde. PSD defende que o processo deve avançar e aponta a terceira semana de novembro como horizonte para uma nova reunião.
O PSD Distrital de Vila Real considera que a reunião entre os seis presidentes de Câmara do Alto Tâmega e Barroso e o Ministério da Saúde, prevista para quarta-feira, 14 de outubro, representava uma oportunidade para esclarecer o futuro dos cuidados de saúde na região, mas acabou por ser adiada por decisão dos autarcas, após a ausência da ministra Ana Paula Martins, por motivos de saúde.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real sustenta que o secretário de Estado da Gestão da Saúde estava disponível para assegurar o encontro e discutir a criação da futura Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso. A estrutura partidária considera, por isso, que o adiamento impediu a concretização de uma reunião que poderia ter permitido esclarecer dúvidas e avançar na preparação do projeto.
Segundo o PSD, o secretário de Estado tinha condições para abordar o processo, uma vez que lhe está atribuída, por delegação de competências, a responsabilidade política de acompanhar a avaliação da sustentabilidade económico-financeira de novas entidades públicas empresariais na área da saúde, em articulação com o Ministério das Finanças.
O partido acrescenta que também estava presente o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro, cuja participação permitiria prestar esclarecimentos sobre a situação da Unidade Hospitalar de Chaves e disponibilizar informação necessária à preparação da futura ULS. Entre os objetivos previstos estavam ainda a discussão do plano de negócios e a definição do perfil assistencial da nova entidade.
PSD REJEITA ACUSAÇÕES DE DESCONSIDERAÇÃO PELA REGIÃO
A estrutura distrital social-democrata critica a decisão dos autarcas de não avançarem com a reunião sem a presença da ministra, considerando que o adiamento constituiu uma oportunidade perdida para o diálogo institucional e para a procura de soluções para a organização dos cuidados de saúde no Alto Tâmega e Barroso.
No comunicado, o PSD rejeita que o adiamento possa ser interpretado como uma demonstração de desconsideração do Governo pela região. Defende que o respeito institucional deve ser avaliado pela seriedade das decisões, pela capacidade de entendimento e pelos resultados alcançados para as populações, e não apenas pela realização de uma reunião numa data específica.
A estrutura partidária sustenta ainda que a disponibilidade do Governo para dialogar não deve ser confundida com a obrigação de aceitar exigências políticas, defendendo que as divergências devem ser discutidas em reuniões de trabalho, com vista ao esclarecimento de posições e à identificação de soluções.
NOVA REUNIÃO APONTADA PARA NOVEMBRO
O PSD de Vila Real manifesta a expectativa de que a próxima oportunidade de diálogo, apontada para a terceira semana de novembro, não seja desperdiçada e permita retomar a discussão sobre o futuro da ULS do Alto Tâmega e Barroso.
Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Vila Real assumem, por sua vez, o compromisso de continuar a defender, na Assembleia da República e junto do Governo, a valorização dos recursos humanos e dos cuidados de saúde prestados no Hospital de Chaves, bem como a criação da nova unidade local de saúde.
A posição surge na sequência do adiamento da reunião convocada pela ministra da Saúde, que não se realizou nos termos previstos. Os seis autarcas tinham recusado a alternativa de reunir com o secretário de Estado da Gestão da Saúde, entendendo que não estavam reunidas as condições institucionais adequadas para discutir uma matéria considerada determinante para o futuro da região.
O processo de criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso continua, assim, no centro do debate político regional, com os autarcas a exigirem respostas sobre o futuro da organização dos cuidados de saúde e o PSD a defender a retoma do diálogo institucional para procurar uma solução.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR




















