Calina, técnico natural de Chaves, representou o CF Os Marialvas durante três temporadas, colocando o conjunto de Cantanhede no Campeonato de Portugal, analisa e antevê o jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal.
Natural de Chaves, Calina deixou uma marca importante no percurso do CF Os Marialvas, clube que representou ao longo de três temporadas. Durante esse período, o técnico foi peça determinante na evolução desportiva do conjunto de Cantanhede, conduzindo a equipa a uma conquista de relevo: a subida ao Campeonato de Portugal. Um objetivo que espelha o trabalho desenvolvido, a dedicação e a competência demonstradas ao longo do seu percurso no clube, ficando o seu nome ligado a uma etapa marcante da história recente d’ Os Marialvas.
Conhecedor da realidade desportiva de ambos conjuntos, Calina considera que “mesmo que jogassem em casa, Os Marialvas iam ter dificuldades em bater o GD Chaves, mais difícil se torna a jogar na condição de visitante, apesar de que, eles jogam muito melhor fora.”
O técnico natural de Chaves, que tem uma história recente ligada ao clube de Cantanhede, principalmente na taça onde eliminou o Tondela que acabou por se sagrar campeão da segunda liga nessa época, acredita que o GD Chaves, “não pode facilitar para evitar surpresas.”.
Numa análise ao projeto d´Os Marialvas, Calina afirma que o clube mantém a ambição de chegar à Liga 3, um clube dotado de condições apropriadas ao crescimento, também vê na taça uma oportunidade de “aparecer” como tal, o conjunto flaviense terá de estar focado para contrariar a ambição do adversário. “Acredito que com maior ou menor dificuldade, o GD Chaves vai passar a eliminatória. São clubes de realidades diferentes, mas é a Taça de Portugal. Não acredito num resultado desnivelado e penso que será um bom jogo.”.
Olhando mais à situação do clube transmontano, o treinador julga que, “O GD Chaves não atravessa um bom momento a nível de resultados, depois, incompreensivelmente, vejo os adeptos contestar tudo e todos, mas quando há uma mudança de estrutura é preciso dar tempo ao tempo. A mim parece-me que a estrutura está a ficar mais profissionalizada. Os resultados não ajudam, mas cobra-se muito. Se os resultados fossem positivos não se falava nessas situações de estrutura e algumas decisões que se vão tomando. É preciso deixar trabalhar as pessoas.”.
Questionado pelo Canal N, tendo em conta o conhecimento que tem das duas equipas, que decisões tomaria para o jogo de hoje se fosse treinador do GD Chaves, Calina é perentório: “Utilizava o melhor onze. É taça e tudo pode acontecer. O GD Chaves precisa de vitórias e não daria lugar a facilitismos, até porque do outro lado está uma equipa motivada, que tal como todas de escalão inferior, tem ambições na taça, e eles jogam muito melhor fora de casa.” rematou.
Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR



















