Encontro promovido pela equipa de Enfermagem do Serviço de Pediatria da ULSTMAD reuniu profissionais de diferentes áreas para refletir sobre a comunicação com crianças, adolescentes e famílias.
A comunicação pode fazer a diferença na forma como uma criança enfrenta a doença e como a família vive o processo de cuidados. Foi este o ponto de partida do encontro «Entre Olhares e Palavras – Construir Pontes para o Bem-Estar em Pediatria», que decorreu a 16 de outubro, no auditório da Unidade Hospitalar de Vila Real, reunindo profissionais de saúde para debater os desafios da comunicação em contexto pediátrico.
Organizada pela equipa de Enfermagem do Serviço de Pediatria da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), a iniciativa colocou no centro da reflexão a importância de uma comunicação clara, próxima e adaptada às necessidades da criança, do adolescente e da família, enquanto dimensão essencial de cuidados mais seguros e humanizados.
A sessão de abertura contou com a presença do enfermeiro diretor da ULSTMAD, José Lameirão, em representação da presidente do Conselho de Administração, Sara Mota; da vereadora da Câmara Municipal de Vila Real, Mara Minhava; do diretor do Centro de Gestão da Mulher e da Criança da ULSTMAD, Eurico Gaspar; da coordenadora do Núcleo de Enfermagem Comunitária, Vanessa Monteiro; e da representante da comissão organizadora, Eduarda Mourão.
Ao longo do encontro, profissionais de diferentes áreas partilharam conhecimentos e experiências sobre os desafios da comunicação em Pediatria, abordando questões como a interculturalidade, a relação com os adolescentes e o acompanhamento de crianças com alterações do comportamento e do desenvolvimento, incluindo perturbações do espetro do autismo.
A comunicação em situações emocionalmente complexas mereceu igualmente atenção, num debate que procurou evidenciar a importância de compreender as necessidades individuais de cada criança e de adequar a abordagem clínica às diferentes realidades familiares e sociais.
A família assumiu um lugar central na reflexão, com destaque para a participação dos pais nos cuidados, a comunicação terapêutica e a capacitação parental. O programa abordou ainda a influência da comunicação na qualidade e segurança dos cuidados de saúde, bem como as suas implicações éticas e legais.
A iniciativa terminou com a apresentação de comunicações orais e pósteres, dando espaço à divulgação de trabalhos e à partilha de conhecimento entre os participantes.
Mais do que transmitir informação, comunicar em Pediatria implica saber escutar, compreender emoções e construir relações de confiança com a criança e a família. Uma relação que pode contribuir para um acompanhamento mais próximo, para uma melhor compreensão dos cuidados e para uma experiência de saúde mais positiva.
O encontro reforçou, assim, a importância da comunicação como parte integrante da qualidade assistencial, sublinhando que cuidar de uma criança é também saber ouvir, explicar e envolver a família em cada etapa do processo.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR






















