“O Ano em que Esteve para Não Haver Primavera” foi apresentado este sábado perante uma sala completamente lotada. A obra infantojuvenil do escritor com raízes aguiarenses foi apresentada pela docente universitária Helena Gil, que descreveu o autor como “um homem das palavras”.

A literatura levou este sábado, 24 de outubro, dezenas de pessoas à Biblioteca Municipal de Vila Pouca de Aguiar, que encheu por completo para acolher a apresentação de O Ano em que Esteve para Não Haver Primavera, o mais recente livro do escritor Agostinho Santa.
Apresentada pela docente universitária Helena Gil, a obra, destinada ao público infantojuvenil, foi descrita como “uma rábula moderna”, numa sessão que juntou literatura, música e reconhecimento pelo percurso de um autor com raízes no concelho.
A apresentação contou com a presença do vereador da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, Diogo Fernandes, do presidente da Junta de Freguesia de Vila Pouca de Aguiar, Daniel Alves, e do bibliotecário Paulo Gonçalves. A presidente da Assembleia Municipal, Maria João Santa, familiares, amigos e leitores marcaram igualmente presença, numa demonstração de proximidade e apreço pelo escritor.
Ao longo da sessão, Agostinho Santa leu excertos da obra, dando aos presentes a oportunidade de conhecer algumas das passagens do conto e de contactar diretamente com o universo literário que propõe aos leitores.
Helena Gil destacou a relação do autor com a escrita, definindo-o como “um homem das palavras”, numa apresentação que procurou enquadrar a dimensão literária da obra e a singularidade da narrativa.
A componente musical, assegurada por Francisco Borges e João Sousa, acrescentou harmonia ao encontro, criando um ambiente de celebração cultural que ultrapassou a apresentação formal do livro.
No final, os participantes tiveram oportunidade de adquirir a obra, conversar com o escritor e obter autógrafos, num momento de convívio que prolongou a ligação entre o autor e os leitores.
A forte adesão à iniciativa transformou a apresentação num momento de destaque na agenda cultural de Vila Pouca de Aguiar, evidenciando o interesse da comunidade pela literatura e pela criação de autores ligados ao território.
Num sábado em que a biblioteca se revelou pequena para acolher todos os interessados, Agostinho Santa encontrou nos leitores uma receção calorosa para O Ano em que Esteve para Não Haver Primavera, numa celebração das palavras, da cultura e das raízes aguiarenses.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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