Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, assinalado a 1 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV apelou aos governantes para que retomem o “caminho desarmante da diplomacia”, defendendo o reforço das instituições internacionais num contexto global marcado pela instabilidade e pelos conflitos.
No texto, relativo ao 59.º Dia Mundial da Paz, o pontífice lamenta as “violações cada vez mais frequentes” de acordos internacionais e sublinha a importância da mediação, do direito internacional e da fidelidade aos compromissos assumidos como pilares da paz.
Leão XIV rejeita uma atitude de “fatalismo” perante a globalização e a violência, afirmando que as crises atuais não são inevitáveis nem fruto de forças anónimas fora do controlo humano. Pelo contrário, alerta para estratégias que procuram “semear o desânimo” e enfraquecer a esperança.
Como resposta, o Papa propõe o fortalecimento de sociedades civis conscientes e da participação não violenta, defendendo o apoio a iniciativas “espirituais, culturais e políticas” que mantenham viva a esperança.
A mensagem recorda ainda a encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII, para sublinhar a centralidade da cooperação, da justiça restaurativa e da defesa da dignidade humana, hoje ameaçada por “desequilíbrios de poder entre os mais fortes”.
O apelo é enquadrado no Jubileu da Esperança, que decorre até 6 de janeiro, com o desejo de que este tempo leve a um “desarmamento do coração, da mente e da vida”.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR



















