As eleições para a presidência das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), marcadas para a próxima segunda-feira (12), foram marcadas por declarações firmes do primeiro-ministro Luís Montenegro, que deixou claro que os futuros presidentes devem alinhar-se com as orientações do Governo. Segundo o chefe do Executivo, quem pretender atuar como representante de um poder regional independente não terá lugar nas CCDR.
Cada CCDR terá apenas um candidato, previamente acordado entre PS e PSD, com exceção da CCDR Norte, onde houve divergências internas no PSD.
O Governo também anunciou mudanças na estrutura das CCDR. Cada comissão passará a ter cinco vice-presidentes setoriais, responsáveis por áreas como agricultura, saúde, ambiente, cultura e educação. Montenegro defende que esta alteração garante uma coordenação mais eficaz das políticas públicas do Governo no território, substituindo os antigos vice-presidentes cooptados, cujas competências eram consideradas pouco claras.
A criação destes novos cargos visa garantir que cada ministério tenha um representante regional para implementar e articular suas políticas, reforçando a presença do Governo nas regiões sem aumentar o número total de lugares.



















