Álvaro Santos foi eleito esta segunda-feira, 12 de janeiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), na sequência de uma votação indireta que mobilizou milhares de autarcas dos 86 municípios da região. O engenheiro civil inicia agora um mandato de quatro anos, assumindo o compromisso de “dar início a um novo ciclo” para o Norte, assente na “humildade, mas também na determinação”.

Na reação aos resultados, o novo presidente sublinhou o “profundo sentido de responsabilidade” com que encara as funções, considerando que a eleição representa a “confiança num projeto coletivo baseado na exigência, na ambição e na capacidade de fazer melhor em prol do desenvolvimento regional”.

A eleição para a CCDR-Norte foi a única, a nível nacional, disputada por duas candidaturas. Para além de Álvaro Santos, concorreu António Cunha, que presidia à CCDR-Norte desde 2020 e que avançou com uma candidatura independente. Após o anúncio dos resultados, António Cunha reconheceu a derrota, mas classificou a sua recandidatura como “um bom combate”, justificando-a com a necessidade de contrariar “lógicas mais centralistas” na governação e gestão do território.

O processo eleitoral não esteve isento de polémica, tendo sido alvo de críticas por parte de vários autarcas, que colocaram em causa o grau de democraticidade de um modelo assente em entendimentos e acordos partidários. Alguns chegaram mesmo a admitir o boicote ao ato eleitoral ou a opção pelo voto em branco.

As eleições decorreram entre as 16h00 e as 20h00, estando habilitados a votar 4.126 autarcas, entre presidentes de câmara, presidentes de assembleias municipais, vereadores, membros das assembleias municipais e presidentes de junta de freguesia.

As CCDR são institutos públicos dotados de autonomia administrativa e financeira, com um papel central na execução das políticas de desenvolvimento regional e na gestão dos fundos comunitários. Até 2020, os seus presidentes eram nomeados diretamente pelo Governo, passando desde então a ser eleitos por colégios eleitorais representativos do poder local, num modelo que continua a suscitar debate político e institucional.

A Redação, com Luís Eduardo Lopes com Lusa
Fotos: DR

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