O projeto Adagoi, promovido pela Mota Ceramic Solutions (MCS), prevê a exploração de feldspato no concelho de Vila Pouca de Aguiar, com o objetivo de reforçar o fornecimento de matérias-primas à indústria cerâmica nacional e reduzir a dependência de importações.

A empresa, que atua na extração, processamento e fornecimento de matérias-primas para a indústria cerâmica desde os anos 40, explicou que a concessão contempla a exploração de feldspato, considerado essencial para várias indústrias transformadoras, em particular para o setor cerâmico. O contrato de exploração, que inclui também quartzo e lítio, foi assinado em dezembro de 2024 com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
A área abrangida situa-se nas freguesias de Bragado e Capeludos, estando a empresa a preparar o Estudo de Impacte Ambiental (EIA), etapa decisiva para a avaliação e eventual viabilização do projeto.

PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS E PETIÇÃO PÚBLICA

Entretanto, um abaixo-assinado ‘online’ reuniu 495 assinaturas até às 11h00 de hoje, solicitando ao Ministério do Ambiente, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à DGEG que não autorizem a exploração mineira.
Os subscritores alertam para potenciais impactes negativos nos recursos hídricos, solos, biodiversidade e paisagem, bem como para riscos associados à saúde e qualidade de vida das populações. O texto aponta ainda para a necessidade de maior clarificação pública quanto às medidas de mitigação ambiental, recuperação das áreas intervencionadas e garantias financeiras previstas no contrato.

CÂMARA ATENTA E AO LADO DAS POPULAÇÕES

A presidente da Câmara Municipal, Ana Rita Dias, manifestou preocupação com o processo, lamentando que o município não tenha sido previamente informado para acompanhar e pronunciar-se numa fase inicial.
“Ainda que seja referido que o lítio não será o mineral principal a extrair desta mina, a câmara não pode deixar de estar preocupada, atenta e do lado das populações”, afirmou a autarca, garantindo que o executivo acompanhará a posição que vier a ser assumida pela comunidade local.
Caso a exploração avance, a presidente defende que o município deverá exigir contrapartidas justas que mitiguem eventuais danos ambientais e sociais.

EMPRESA GARANTE PROJETO DE “BAIXO IMPACTE”

Por seu lado, a MCS sustenta que o projeto Adagoi foi concebido como uma operação de escala relativamente reduzida e de baixo impacte, semelhante a outras explorações de feldspato na região. A empresa sublinha que, além de contribuir para a indústria nacional, a iniciativa poderá gerar emprego direto e indireto e dinamizar a economia local.
A promotora afirma ter promovido sessões de esclarecimento nas freguesias envolvidas e compromete-se a apresentar e discutir os resultados do EIA com a comunidade antes da sua submissão formal às entidades competentes, assumindo a aceitação social como condição essencial para o desenvolvimento responsável do projeto.
O debate em torno da exploração mineira promete, assim, marcar a agenda local nos próximos meses, numa discussão que cruza desenvolvimento económico, sustentabilidade ambiental e participação das comunidades na definição do futuro do território.

A Redação com Lusa
Fotos: DR

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