O Parque Municipal de Exposições de Vila Flor recebeu ontem, dia 01 de março, uma sessão de capacitação dedicada às “Atividades Artesanais e Criativas”, num encontro que reuniu 26 artesãos da região com um objetivo comum, identificar desafios e traçar estratégias concretas para reforçar a sustentabilidade e a afirmação do setor.

A iniciativa integrou-se na estratégia da Nordeste IN – Centro para o Empreendedorismo de Impacto e contou com o apoio institucional do Município de Vila Flor. Na sessão de abertura, a Coordenadora Executiva da DESTEQUE, em representação da parceria Nordeste IN, e o Presidente da Câmara Municipal sublinharam a importância de valorizar o saber-fazer tradicional e de criar condições para que os criativos do território possam transformar talento em oportunidades de negócio.

O debate decorreu em formato participativo, com trabalho em mesas temáticas, apoiado por acompanhamento técnico especializado. Entre os contributos de relevo destacou-se a intervenção de Graça Ramos, presidente da Associação Portugal à Mão, que partilhou a sua experiência na salvaguarda e promoção das artes e ofícios tradicionais.

Entre os desafios identificados, os participantes apontaram como prioritários o aumento dos custos das matérias-primas e da mão de obra, bem como a escassez de pontos de venda estruturados e de estratégias de promoção eficazes. A dificuldade em chegar a novos públicos e em competir num mercado cada vez mais globalizado foi igualmente referida como um entrave ao crescimento do setor.

Da reflexão coletiva emergiu uma vontade clara de união. A criação de uma associação ou rede colaborativa que represente os artesãos de forma consistente e estruturada foi assumida como uma prioridade estratégica, capaz de reforçar a capacidade de negociação, promover iniciativas conjuntas e dar maior visibilidade ao artesanato local.

Outro dos eixos centrais do debate foi a necessidade de rejuvenescimento do setor. Os participantes defenderam a integração das artes e ofícios em programas escolares e cursos profissionais, como forma de garantir a transmissão de conhecimento às novas gerações e assegurar a continuidade das tradições.

Entre as propostas consideradas estruturantes destacou-se ainda a criação de um espaço dedicado à exposição e comercialização do artesanato em cada município, reforçando a identidade territorial. A implementação de um “selo” identificativo foi igualmente sugerida, como instrumento de certificação e valorização do produto local.

A sessão terminou com a definição de próximos passos concretos, que passam pela realização de novas ações de capacitação, centradas na criação de uma associação representativa, na obtenção da Carta de Artesão e no desenvolvimento de competências em marketing digital orientadas para o setor.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: Desteque

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