Assinalam-se hoje 25 anos sobre a queda da Ponte Hintze Ribeiro, uma das maiores tragédias da história recente de Portugal. Na noite de 4 de março de 2001, o colapso da estrutura que ligava Entre-os-Rios, no concelho de Penafiel, a Castelo de Paiva, mergulhou o país no luto e deixou marcas profundas na região Norte.

Eram cerca das 21h10 quando um dos pilares da ponte cedeu inesperadamente, provocando a derrocada da parte central do tabuleiro sobre o Rio Douro. No momento do desabamento, um autocarro e três viaturas ligeiras atravessavam a travessia. Todos foram arrastados para as águas do rio.

Do acidente resultaram 59 vítimas mortais. Apenas 23 corpos viriam a ser recuperados, num cenário de dor que mobilizou equipas de resgate, autoridades e voluntários durante dias. Entre as vítimas encontrava-se um grupo que regressava de uma excursão a Trás-os-Montes, onde tinha ido apreciar as amendoeiras em flor, numa viagem que terminou em tragédia.

Duas décadas e meia depois, a memória permanece viva. Em Castelo de Paiva e nas margens do Douro, a data é evocada com cerimónias de homenagem e momentos de recolhimento. Familiares, autarcas e populares reúnem-se para lembrar as vidas perdidas e renovar o compromisso de que a tragédia não será esquecida.

A queda da ponte marcou para sempre a comunidade local e abriu um debate nacional sobre segurança e fiscalização de infraestruturas. Vinte e cinco anos depois, o silêncio que envolve o Douro nesta data é também um tributo às vítimas e um lembrete da responsabilidade coletiva de preservar a memória.

Jornalista: Vitória Botelho

foto: DR

IMG_9798
Alheiras Angelina
banner canal n
Dizeres Populares TASTY ARREGUILAR OS OLHOS Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares BIG MAC VAI NUM AI Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares BATATAS TAO ESTALADICAS Mirandela Braganca 730x90px
Artigo anteriorLAMEGO LANÇA CONCURSO FOTOGRÁFICO “DESCONECTAR” PARA CELEBRAR O DIA DA ÁRVORE
Próximo artigoCOMANDANTE DA UEPS REFORÇA ARTICULAÇÃO OPERACIONAL NO DISTRITO DE VILA REAL