A época da Páscoa, tradicionalmente um dos períodos mais importantes para a comercialização de cordeiros, está a gerar preocupação entre os produtores do concelho de Bragança, que denunciam a estagnação dos preços face ao aumento acentuado dos custos de produção.

Apesar da elevada procura nesta altura do ano, vários pastores queixam-se de estarem a vender os animais ao mesmo valor praticado no Natal, sem que isso acompanhe a subida generalizada das despesas.
É o caso de Alcina Afonso, que vendeu cerca de 150 cordeiros a 80 euros por unidade. A produtora sublinha que, desde o final do ano passado, os custos com gasóleo, rações e adubos aumentaram significativamente, tornando a atividade cada vez menos sustentável.
“Está tudo mais caro”, refere, dando como exemplo o gasto de cerca de 300 euros em gasóleo agrícola para um dos tratores utilizados diariamente na exploração. Para a pastora, o preço justo por cordeiro deveria rondar os 100 euros, de forma a equilibrar o investimento necessário à criação dos animais.
Com um efetivo superior a 500 ovelhas da raça churra galega bragançana, Alcina Afonso mantém uma rotina exigente, garantindo a alimentação dos animais no pasto sempre que possível, o que contribui para a qualidade da carne. Ainda assim, admite que a rentabilidade é cada vez menor. “É trabalhar para no fim ter menos do que no início”, lamenta.
Também Ana Maria Reis partilha das mesmas dificuldades, tendo vendido cerca de 20 cordeiros entre 80 e 90 euros. A produtora destaca o aumento do preço dos alimentos para animais e do combustível, fatores que pressionam fortemente a atividade. “Para um lavrador, está pela hora da morte”, afirma.
Além das dificuldades económicas, os produtores alertam ainda para o envelhecimento do setor e a falta de renovação geracional. Com poucos jovens interessados na atividade, muitos rebanhos estão a desaparecer, colocando em risco uma tradição profundamente enraizada no território.
Apesar das adversidades, os pastores mantêm-se ligados à profissão, movidos pelo apego à terra e ao modo de vida rural. Uma resiliência que continua a sustentar um setor essencial, mas que enfrenta desafios crescentes quanto ao seu futuro.

A Redação com Lusa

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