O fenómeno de vento extremo que atingiu a aldeia da Mofreita, em Vinhais, na terça-feira, provocou prejuízos estimados entre 130 e 150 mil euros, revelou hoje à Lusa o presidente da câmara, Luís Fernandes, que apelou a apoios do Governo para as famílias afetadas.
“Não sendo um valor completamente fechado, segundo o que já inventariámos, ronda os 130 a 150 mil euros”, disse o autarca, sublinhando que, para uma pequena aldeia, os estragos são “significativos”.
O episódio ocorreu por volta das 16:00 e provocou a destruição de telhas de casas e armazéns, chapas de estábulos, painéis solares, quedas de árvores e até a arrancada de castanheiros robustos com muitos anos. A população relatou que tudo aconteceu em segundos. A presidente da União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita acrescentou que a aldeia ficou sem eletricidade durante cerca de seis horas, com o fornecimento a ser reposto apenas por volta das 23:00.
Técnicos do município estiveram no terreno para avaliar os danos, e ao longo desta quarta-feira procederam à limpeza dos caminhos e áreas afetadas, em colaboração com os bombeiros e a junta de freguesia.
O presidente da Câmara garantiu que o município está disponível para “ajudar já nas intervenções mais urgentes”, como a substituição de telhas e chapas. Além disso, os prejuízos serão reportados ao Governo através da Comunidade Intermunicipal (CIM), abrangendo ministérios como os da Agricultura e da Coesão.
Embora tenha reconhecido que a gravidade do episódio não se compara às tempestades de janeiro e fevereiro, Luís Fernandes espera que as famílias afetadas recebam apoio do Estado. “Quero e espero que o Governo também ajude estas famílias. O município está a atuar desde o primeiro dia, mas é importante que o Governo, através dos meios próprios para este tipo de acidentes, consiga apoiar as famílias”, vincou.
A Redação com Lusa
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