O Museu da Região Flaviense inaugura na próxima segunda-feira, 18 de maio, pelas 21h30, a exposição “SEPVLCRVUM MEMORIA AETERNA”, uma mostra que propõe uma profunda viagem pela forma como diferentes sociedades compreenderam a morte, a eternidade e a preservação da memória ao longo dos séculos.
Integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Museus, a exposição mergulha no universo simbólico e espiritual das práticas funerárias da região flaviense, cruzando arqueologia, antropologia, história e património num percurso que atravessa a época romana, a Idade Média e a contemporaneidade.
A mostra reúne um conjunto de testemunhos arqueológicos de elevado valor histórico descobertos em Chaves, entre os quais sepulturas de inumação, estelas funerárias, cupae, sarcófagos medievais e diversos materiais associados a contextos funerários.
Ao longo do percurso expositivo, os visitantes poderão compreender a evolução dos rituais ligados à morte, as transformações das práticas de enterramento e a forma como as comunidades procuraram perpetuar a memória dos seus mortos ao longo do tempo.
A exposição aborda ainda a transição entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média, marcada pela expansão do cristianismo e pela reorganização dos espaços urbanos e religiosos.
Um dos momentos mais marcantes da exposição é a apresentação da reconstituição facial forense de um jovem sepultado nas ruínas das termas romanas do Largo do Arrabalde.
O trabalho científico permite “dar rosto” a um indivíduo que viveu há cerca de quinze séculos, aproximando o público de uma dimensão profundamente humana da arqueologia e da história.
A peça assume-se como um dos grandes destaques da mostra, combinando ciência, tecnologia e património numa experiência de forte impacto visual e emocional.
“SEPVLCRVUM MEMORIA AETERNA” propõe também uma reflexão sobre temas universais como a memória, a espiritualidade, a guerra, os enterramentos em espaços religiosos e a evolução dos cemitérios ao longo das épocas.
Mais do que uma exposição arqueológica, a iniciativa convida os visitantes a pensar sobre a relação da humanidade com a morte, o legado e a permanência da memória coletiva.
A exposição estará patente ao público até 31 de dezembro, com entrada livre, reforçando a aposta cultural de Chaves na valorização do património histórico e arqueológico da região.
A Redação,
Foto: DR


















