A poucos dias da greve geral convocada pela CGTP, cresce a mobilização entre sindicatos e trabalhadores, com a central sindical a afirmar a expectativa de uma adesão superior à registada em anteriores paralisações. Em causa está o pacote laboral proposto pelo Governo, alvo de contestação.
O Executivo reconhece que a greve poderá ter impacto na economia, sublinhando, ainda assim, o direito à paralisação. Vários setores já anunciaram perturbações significativas. Na educação, há risco de encerramento de escolas e adiamento de provas; na saúde, estão previstos serviços mínimos; e nos transportes registam-se fortes constrangimentos, com impacto no metro de Lisboa e Porto, na CP e também no setor aéreo. As autoridades preveem ainda limitações em outros serviços públicos e privados.
A CGTP mantém a exigência de retirada do pacote laboral e admite recorrer à pressão política no Parlamento caso não haja alterações. O processo legislativo deverá prolongar-se nos próximos meses, após o impasse na Concertação Social.
A greve geral de 3 de junho deverá, assim, afetar vários setores da atividade nacional, num cenário de forte contestação sindical e incerteza quanto à dimensão real do impacto.
Jornalista: Vitória Botelho
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