Os médicos que venham a prestar serviço no Centro de Saúde de Vimioso, em regime de consulta aberta, vão passar a receber um acréscimo de 10 euros por hora, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e a Câmara Municipal de Vimioso.

A medida, formalizada através de um protocolo hoje assinado, integra uma estratégia mais ampla de reforço da atratividade do concelho para profissionais de saúde, num contexto em que vários municípios do interior enfrentam dificuldades na fixação de médicos.
Segundo a diretora clínica da ULS do Nordeste, Filipa Faria, o incentivo aplica-se aos clínicos que assegurem o funcionamento da consulta aberta, dedicada a situações de doença aguda, que funciona sete dias por semana no Centro de Saúde de Vimioso.
Este serviço está disponível nos dias úteis entre as 08h00 e as 22h00 e aos fins de semana e feriados entre as 09h00 e as 22h00, exigindo a constituição de escalas que combinem médicos do quadro e prestadores de serviço.
“Cada vez mais se fala de atratividade e de fixação de clínicos no interior, e a componente financeira pode fazer a diferença”, sublinhou a responsável, destacando a importância de medidas que contribuam para a permanência de profissionais no território.
O protocolo prevê que o incentivo adicional de 10 euros por hora seja processado pela ULS do Nordeste e posteriormente reembolsado pelo município, com base nos registos de assiduidade dos profissionais abrangidos. O valor máximo anual atribuído pela Câmara de Vimioso ultrapassa os 52 mil euros.
Para o presidente da ULS do Nordeste, Miguel Abrunhosa, os municípios assumem um papel estratégico na resposta às necessidades de saúde das populações, funcionando como parceiros ativos na melhoria da prestação de cuidados.
O município de Vimioso, liderado por António Santos, já havia aprovado em regulamento um conjunto de incentivos destinados a promover a fixação de médicos no concelho, onde residem cerca de cinco mil habitantes.
Entre as medidas previstas estão a disponibilização de viatura municipal para deslocações profissionais, apoio ao alojamento, comparticipação de despesas com habitação e fornecimento de equipamentos essenciais, bem como o acesso gratuito a equipamentos e eventos municipais para os profissionais de saúde e respetivos agregados familiares.
Em alternativa à habitação disponibilizada pelo município, os médicos poderão optar por um subsídio destinado ao arrendamento ou à aquisição de casa no concelho.
O autarca vimiosense tem manifestado otimismo quanto ao impacto destas medidas na atração de profissionais, reconhecendo, ainda assim, que o processo de fixação de médicos no interior do país será gradual.

Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa
Foto: DR

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