Montalegre assinalou esta terça-feira o Dia do Município com um programa marcado pela celebração da identidade barrosã, pela homenagem a personalidades e trabalhadores que se destacaram ao serviço da comunidade e pela evocação dos 753 anos da atribuição do foral à vila.
As comemorações tiveram início com a tradicional cerimónia da Guarda de Honra, assegurada pelos Bombeiros Voluntários de Montalegre e de Salto, num momento de reconhecimento pelo trabalho, disponibilidade e espírito de missão das corporações que diariamente servem a população. Seguiu-se a atuação da Banda Musical de Parafita, que interpretou a emblemática Marcha de Montalegre, conferindo solenidade e simbolismo ao arranque das celebrações.
O ponto alto do programa decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a realização da habitual sessão solene do Dia do Município, uma cerimónia dedicada à valorização da história local, ao reconhecimento do mérito e à homenagem daqueles que contribuem para afirmar Montalegre dentro e fora de portas.
Na sua intervenção, a presidente da Câmara Municipal, Fátima Fernandes, destacou o significado da efeméride como um momento de encontro com a memória coletiva e de compromisso com o futuro do território.
“Quando celebramos a nossa identidade, celebramos sobretudo o percurso das pessoas que, ao longo de mais de sete séculos, construíram esta terra e que, todos os dias, continuam a lutar e a trabalhar pelo seu futuro”, afirmou a autarca.
Durante a sessão foram atribuídas Medalhas de Mérito Municipal a Eduardo Brito, jovem engenheiro e investigador natural de Montalegre, e ao chef Nuno Diniz, reconhecendo percursos de excelência e o contributo prestado para a promoção e valorização do concelho.
Ao referir-se aos homenageados, Fátima Fernandes sublinhou a importância do exemplo deixado por ambos.
“No Eduardo Brito saudamos a juventude, a capacidade de trabalho e a dedicação. Um percurso desta dimensão exige talento, mas exige também muito esforço e perseverança. No chef Nuno Diniz agradecemos a forma como escolheu Montalegre para valorizar e promover os nossos produtos endógenos nos mais exigentes palcos da gastronomia nacional. O facto de ter escolhido este território honra-nos e prestigia-nos.”
A sessão ficou igualmente marcada pelo reconhecimento aos trabalhadores do Município com mais de três décadas de serviço, numa homenagem ao profissionalismo e à dedicação de quem, muitas vezes de forma discreta, garante diariamente o funcionamento dos serviços públicos e a resposta às necessidades da população.
Foram distinguidos Adriano Macedo, Carlos Gonçalves, Domingos Pereira, José Seara, José Avelino Souto, Maria João Alves, Francisco Martins Pereira, Rui Gonçalves Jorge, João André Teixeira e Maria Fernanda Fernandes, todos eles exemplos de compromisso e entrega ao serviço do concelho.
A presidente da autarquia deixou ainda um apelo à união e ao envolvimento coletivo na construção do futuro de Montalegre.
“Este deve ser um dia para afirmar a união entre todos. Podemos ter visões diferentes sobre as prioridades, mas devemos continuar a construir, em conjunto, uma identidade forte e um concelho mais desenvolvido, mais coeso e com mais oportunidades. Todos podemos contribuir para esse objetivo.”
Ao celebrar 753 anos de história, Montalegre voltou a afirmar o orgulho nas suas raízes, na riqueza do seu património e no caráter das suas gentes. Entre a homenagem ao passado e a ambição pelo futuro, o Dia do Município constituiu um tributo à identidade barrosã e àqueles que, com o seu trabalho e dedicação, continuam a escrever a história de uma terra singular no panorama nacional.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR





















