A Câmara Municipal de Montalegre esclareceu que não houve qualquer atentado ao património arqueológico do concelho, desmentindo as denúncias que circularam nas redes sociais e que apontavam para a alegada destruição da Mamoa de Paredes.
Em comunicado, a autarquia garante que a situação denunciada não corresponde à realidade, após ter procedido à verificação dos elementos disponíveis nos instrumentos oficiais de ordenamento e inventariação patrimonial.
Segundo o município, a análise da informação constante do Plano Diretor Municipal (PDM), conjugada com a consulta da Carta Arqueológica do concelho, permitiu concluir que a intervenção em causa não foi realizada no local identificado como Mamoa de Paredes, não existindo qualquer evidência da destruição ou demolição de estruturas arqueológicas naquele espaço.
O esclarecimento surge na sequência da preocupação manifestada por vários cidadãos relativamente à salvaguarda do património histórico e arqueológico do concelho, uma atitude que a autarquia considera legítima e reveladora do interesse da comunidade na preservação da sua identidade e memória coletiva.
Ainda assim, a Câmara Municipal de Montalegre deixa um apelo à responsabilidade na divulgação de informações através das plataformas digitais, alertando para os riscos associados à propagação de conteúdos não confirmados.
«Agradecemos a preocupação manifestada com o património concelhio, mas reiteramos a necessidade de se transmitir informação, de forma pública, credível e fidedigna, de modo a evitar o alarme público», refere a nota emitida pelo município.
Com este esclarecimento, a autarquia pretende repor a verdade dos factos e tranquilizar a população, reafirmando o seu compromisso com a proteção, valorização e preservação do património arqueológico do concelho de Montalegre.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

















