Bragança vai avançar com um projeto-piloto de pedonalização temporária do centro histórico entre 3 de julho e 30 de agosto de 2026, numa iniciativa que pretende reforçar a atratividade urbana, dinamizar o comércio local e promover uma maior permanência de residentes e visitantes no coração da cidade.
A medida, enquadrada na estratégia municipal de dinamização económica e turística do centro urbano, prevê a criação de zonas pedonais ao fim de semana, bem como um conjunto de intervenções de valorização do espaço público, incluindo sombreamento, áreas de estadia, reforço de esplanadas e ações de animação urbana.
Segundo a autarquia, o objetivo passa por transformar o centro histórico num espaço mais confortável e convidativo, onde seja possível circular a pé com maior segurança, usufruir do espaço público e potenciar o consumo no comércio e na restauração local. A intervenção será aplicada entre as 20h00 de sexta-feira e as 24h00 de domingo, nos fins de semana abrangidos pelo projeto.
As áreas contempladas incluem a Praça da Sé e ruas envolventes, como a Rua Almirante Reis, Rua da República, Rua Abílio Beça e Rua Combatentes da Grande Guerra, mantendo-se a zona pedonal já existente. O município garante que serão assegurados os acessos de emergência, residentes, pessoas com mobilidade reduzida e operações essenciais de carga e descarga em horários a definir.
Entre as alterações previstas destaca-se também o reforço e reorganização das esplanadas, que poderão ser estendidas a zonas comuns previamente definidas, permitindo uma utilização mais ampla e equilibrada do espaço público. Paralelamente, serão instalados elementos de sombreamento, mobiliário urbano e apontamentos verdes, com o objetivo de melhorar o conforto térmico e a qualidade da experiência urbana durante o verão.
A Praça da Sé assumirá um papel central neste projeto, sendo apresentada como principal ponto de encontro e convívio, com programação cultural de proximidade e maior dinamização das atividades comerciais e turísticas na envolvente.
A iniciativa inclui ainda a instalação de um elemento artístico em forma de urso, concebido como photopoint turístico e simbólico, associado à ligação do território ao Parque Natural de Montesinho e à memória de um episódio ocorrido em 2019, quando um urso proveniente de Espanha foi avistado na região.
No plano da animação urbana, estão previstos pequenos palcos para eventos culturais e recreativos em várias artérias do centro, numa programação articulada entre o município, associações locais e agentes económicos. O tradicional Mercadinho será igualmente deslocado temporariamente para a Praça Cavaleiro Ferreira, de forma a reorganizar os fluxos de circulação no centro histórico.
O projeto, de caráter experimental, será acompanhado ao longo da sua execução, permitindo avaliar impactos e eventuais ajustamentos futuros. A autarquia sublinha que a iniciativa pretende devolver o centro histórico às pessoas, promovendo uma cidade mais viva, acessível e orientada para a permanência, em detrimento da mera circulação.
Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR
















