O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Izeda solicitou, esta segunda-feira, ao Município de Bragança que interceda junto do Governo para que a corporação passe a ser reconhecida como Posto de Emergência Médica (PEM), tendo em conta o elevado número de ocorrências de socorro que realiza mensalmente.

“Fiz esse pedido para ver se o poder autárquico podia pressionar a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para virmos a receber esse posto PEM”, afirmou João Lima, sublinhando que, apesar da elevada atividade operacional, a corporação continua classificada apenas como Posto de Reserva.

A diferença entre os dois estatutos reflete-se sobretudo no financiamento. Enquanto os postos PEM recebem uma verba mensal fixa de cerca de seis mil euros e uma viatura, os postos de reserva apenas são compensados em função dos quilómetros efetuados, suportando integralmente os custos da ambulância e dos operacionais. “Temos de pagar a ambulância, os homens que a operam e garantir vigilância permanente 24 horas por dia”, frisou João Lima, alertando para o impacto financeiro da situação.

Apesar de estar localizada numa vila do concelho de Bragança, a corporação de Izeda regista um volume de ocorrências “acima da média do distrito”, ficando apenas atrás das corporações de Bragança e Mirandela. “É um rombo muito grande nas contas, porque estamos a subsidiar o socorro ao Estado”, lamentou o dirigente.

Segundo João Lima, o pedido de reconversão em PEM tem sido feito há vários anos junto da Liga dos Bombeiros Portugueses e do Governo, existindo a expectativa de que a alteração pudesse ocorrer este ano. No entanto, as recentes mudanças na direção da Liga e no Executivo levam-no a admitir reservas: “Só acredito quando o vir”.

No distrito de Bragança existem 15 corpos de bombeiros, dos quais três, Izeda, Sendim e Torre de Dona Chama, funcionam como postos de reserva, por estarem inseridos em concelhos cuja sede dispõe de uma corporação PEM.

Em resposta ao apelo, a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, garantiu que o município irá “interceder junto do Governo, em particular do secretário de Estado da Proteção Civil”, para que seja dada atenção à situação dos bombeiros de Izeda.

O pedido foi formalizado durante a assinatura dos protocolos de cooperação entre o município e as associações humanitárias dos bombeiros de Bragança e Izeda. A autarca destacou que, face ao ano anterior, houve um aumento das verbas atribuídas, motivado pelas atualizações salariais, num montante global superior a 700 mil euros, cerca de 500 mil euros para Bragança e 226 mil euros para Izeda.

João Lima assegurou que, sem este apoio municipal, a corporação de Izeda não teria condições financeiras para manter a atividade. Já o presidente dos bombeiros de Bragança, José Fernandes, garantiu que a população “não ficará sem socorro nem haverá atrasos”, assegurando que existem meios humanos e materiais suficientes, mesmo em situações de múltiplas ocorrências.

As declarações surgem na sequência de notícias recentes sobre alegados atrasos do INEM. José Fernandes afirmou que eventuais demoras não são imputáveis aos bombeiros, mas a falhas no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), criticando a excessiva centralização do sistema. “Funcionava muito melhor quando o 112 estava em Bragança, porque havia conhecimento da realidade local”, concluiu.

A Redação com Lusa
Foto: DR

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