Cerca de duas dezenas de pessoas participaram numa sessão do Festival Mental Itinerante dedicada à saúde mental e ao envelhecimento, onde uma curta-metragem de animação serviu de ponto de partida para refletir sobre a importância dos afetos, da proximidade e do convívio na prevenção da solidão.
A freguesia de Bragado, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, acolheu, esta sexta-feira, 16 de outubro, uma sessão de esclarecimento e convívio integrada no Festival Mental Itinerante, que colocou a solidão na velhice e os efeitos do isolamento social no centro da conversa.
A iniciativa decorreu na sede da Junta de Freguesia e reuniu cerca de duas dezenas de participantes, num encontro que contou com a presença de Beatriz Pereira, Anabela Dias e Daniela Lisboa, técnicas com intervenção na área social na região.
A sessão começou com a exibição de Changing Batteries, uma curta-metragem de animação que serviu de ponto de partida para uma reflexão sobre a realidade de muitas pessoas idosas, em particular aquelas que vivem com poucos contactos sociais e enfrentam o afastamento da família, dos amigos e da comunidade.
A partir do filme, os participantes foram convidados a partilhar ideias e experiências sobre os desafios associados ao envelhecimento, destacando-se a importância de manter relações próximas e de criar oportunidades regulares de encontro e convívio.
A iniciativa procurou sensibilizar para a importância da proximidade humana no bem-estar emocional, sublinhando que pequenos gestos, como uma visita, uma conversa ou um momento partilhado, podem fazer a diferença no quotidiano de quem vive sozinho.
O contacto regular com familiares e amigos, a participação em atividades comunitárias e a presença de animais de companhia foram também destacados como elementos que podem contribuir para combater a solidão e reforçar o sentimento de pertença.
Mais do que uma sessão de esclarecimento, o encontro em Bragado proporcionou um espaço de diálogo e partilha, valorizando a participação da comunidade na identificação de problemas que nem sempre são visíveis, mas que podem ter consequências significativas na saúde mental e na qualidade de vida da população idosa.
Integrado no Festival Mental Itinerante, o momento reforçou a importância de levar a discussão sobre saúde mental às comunidades, promovendo a sensibilização, a proximidade e a construção de respostas que ajudem a prevenir o isolamento social.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR



















