A União Europeia decidiu avançar com um conjunto de orientações destinadas a todos países e territórios, a que chamou de agenda estratégica 2030, para que sejam definidas as estratégias locais, nacionais e europeias de atuação, com o intuito de criar um verdadeiro projeto de desenvolvimento sustentável europeu convergente com as realidades dos vários países e regiões.
A autarquia de Mirandela já fez saber, em comunicado, que pretende recolher o contributo dos mirandelenses nos próximos seis meses.
“A elaboração de um documento com esta densidade e sensibilidade encerra, normalmente a escolha dum conjunto de profissionais (técnicos), ou, em alternativa, cria-se um gabinete de especialistas, reservando-se ao Município o papel de análise e aprovação”, adianta a nota da autarquia liderada por Júlia Rodrigues.
No entanto, este executivo “escolheu outro caminho: queremos que os mirandelenses participem com a sua opinião, quer saber o que pensam os Munícipes sobre os investimentos e projetos que devem ou podem ser feitos para desenvolver o concelho nos próximos 10 anos”.
Para tal, a autarquia está a lançar um desafio à participação cívica de todos através da realização de inquéritos para auscultar a população dando-lhes uma voz ativa no processo de construção da Agenda Estratégica 2030 para o concelho.
A ideia “passa por conseguir construir o melhor território para se viver, trabalhar, estudar e visitar, pelo que a opinião de quem vive no território conta”, diz o executivo.
O inquérito está disponível em www.cm-mirandela.pt/p/agenda2030 e pode participar a população do concelho, com mais de 16 anos de idade. Os inquéritos são confidenciais e anónimos.
Para além disso, também é possível responder ao inquérito que é distribuído, com o Boletim Municipal, a todos os interessados ao qual respondem enviando pelos CTT com porte pago.
Nos próximos seis meses, “estão também previstas reuniões temáticas com responsáveis de instituições do concelho na cultura, educação, desporto, economia, empresas; entrevistas com responsáveis institucionais; realização de seminários com conferencistas, especializados, com o objetivo de nos ajudarem a refletir sobre os vários aspetos dos tempos que vivemos”;
Finalmente, num seminário, será tornada pública a Agenda Estratégica 2030.
Jornalista: Fernando Pires
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