O Município de Chaves apresentou esta semana o Plano de Promoção da Acessibilidade Universal nos Espaços Públicos de Chaves e Vidago (PPAU), um instrumento estratégico que pretende transformar o território num espaço mais inclusivo, acessível e adaptado às necessidades de todos os cidadãos.

A sessão pública de apresentação ficou marcada por uma experiência prática de sensibilização no Largo General Silveira, onde elementos do executivo municipal, presidentes de junta e técnicos da autarquia percorreram circuitos urbanos utilizando cadeiras de rodas, andarilhos, vendas e periscópios invertidos, numa tentativa de vivenciar as dificuldades enfrentadas diariamente por pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual.

A iniciativa procurou colocar decisores e responsáveis municipais perante os obstáculos reais existentes no espaço público, promovendo uma reflexão mais próxima sobre acessibilidade, inclusão e desenho urbano.

Durante a apresentação do plano, o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, destacou a importância de garantir que o espaço público possa ser usufruído “por todos os cidadãos, sem exceção”, reforçando o compromisso da autarquia na construção de um território “mais humano, inclusivo e acessível”.

Segundo o município, o PPAU vai além de um simples documento técnico, assumindo-se como uma estratégia integrada de planeamento e intervenção orientada para a promoção da igualdade de oportunidades, da autonomia e da participação cívica.

O plano resulta de um levantamento técnico detalhado realizado no terreno, complementado por um estudo de caracterização e diagnóstico das condições de acessibilidade existentes em Chaves e Vidago.

Numa nova fase do projeto, o município aposta agora na capacitação técnica e na auscultação da comunidade, estruturando o programa em dois eixos principais: formação especializada para técnicos municipais e ações de sensibilização dirigidas à população e aos decisores locais.

A componente prática desenvolvida no Largo General Silveira contou com a colaboração de várias entidades ligadas à inclusão e apoio à deficiência, entre as quais a Flor do Tâmega, APD, CERCI e ACAPO.

A autarquia considera que esta experiência permitiu identificar constrangimentos e barreiras ainda existentes no espaço público, ao mesmo tempo que sensibilizou os participantes para a necessidade de pensar o território numa lógica verdadeiramente universal e inclusiva.

Os contributos recolhidos durante estas ações serão agora integrados na versão final do Plano de Promoção da Acessibilidade Universal, que servirá de base às futuras intervenções urbanas no concelho.

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Regional Norte 2030 e conta com cofinanciamento da União Europeia.

A Redação

Fotos: DR

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