Depois de levar a formação em Suporte Básico de Vida e Reanimação Cardiopulmonar à Praça de Camões, a 16 de outubro, a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega voltou a mobilizar a comunidade académica. Esta manhã, cerca de 80 estudantes do ensino superior participaram numa ação que pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Saber reconhecer uma paragem cardiorrespiratória, pedir ajuda e iniciar manobras de reanimação pode ser decisivo para salvar uma vida. É esta mensagem, tão simples quanto urgente, que a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega continua a levar à comunidade, apostando na formação como uma das armas mais importantes no combate à morte súbita.
Depois da iniciativa realizada a 16 de outubro, na Praça de Camões, em Chaves, no âmbito do Dia Mundial da Reanimação, a instituição voltou a promover, esta manhã, uma ação de formação em Suporte Básico de Vida (SBV) e Reanimação Cardiopulmonar (RCP), desta vez nas suas próprias instalações. Cerca de 80 estudantes do ensino superior participaram na sessão, reforçando a aposta na capacitação de cidadãos para agir perante uma emergência.
Mais do que transmitir conhecimentos teóricos, a iniciativa procura preparar os participantes para um dos momentos mais críticos que alguém pode enfrentar: estar perante uma pessoa cujo coração deixou de bater e ter de decidir, em segundos, como atuar.

OS PRIMEIROS MINUTOS PODEM MUDAR TUDO

Uma paragem cardiorrespiratória pode acontecer em qualquer lugar, sem aviso e independentemente da idade ou condição da vítima. Quando isso acontece, o tempo assume uma importância extrema. Enquanto os meios de emergência são acionados e se dirigem ao local, a intervenção de quem está presente pode ser determinante.
Reconhecer os sinais de uma situação de emergência, ligar para o 112 e iniciar rapidamente as manobras de reanimação, seguindo as orientações adequadas, são passos fundamentais para aumentar as possibilidades de sobrevivência.
É precisamente nesta capacidade de transformar quem assiste numa emergência em alguém capaz de intervir que assenta a importância destas ações. A formação em Suporte Básico de Vida não se destina apenas a profissionais de saúde: procura dotar qualquer cidadão de competências que podem revelar-se preciosas quando cada segundo conta.
Ao envolver cerca de 80 estudantes do ensino superior, a sessão desta manhã representa mais um passo na disseminação de conhecimentos que podem ultrapassar as paredes da escola e chegar às famílias, aos locais de trabalho e aos espaços públicos.

UMA ESCOLA LIGADA À COMUNIDADE E À PROTEÇÃO DA VIDA

A ação agora realizada dá continuidade à iniciativa de 16 de outubro, que transformou a Praça de Camões num espaço de sensibilização e aprendizagem aberto à população. Promovida pela Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega, essa primeira sessão contou com formadores da instituição e a colaboração de parceiros portugueses e galegos, reunindo entidades em torno de um objetivo comum: preparar mais pessoas para responder a uma emergência cardiorrespiratória.
Do lado galego, estiveram presentes a Fundación Pública Urxencias Sanitarias de Galicia-061, num sinal da importância da cooperação transfronteiriça na área da saúde.
A presença de entidades dos dois lados da fronteira conferiu à iniciativa uma dimensão adicional, demonstrando como a cooperação entre Chaves e a Galiza pode contribuir para objetivos comuns, como a prevenção, a literacia em saúde e a melhoria da resposta perante situações críticas.

O CONHECIMENTO QUE PODE FAZER A DIFERENÇA

A continuidade destas ações reforça o papel da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa do Alto Tâmega enquanto instituição de ensino e agente ativo na promoção da saúde pública.
Num contexto em que uma emergência pode surgir a qualquer momento, saber como agir é muito mais do que uma competência técnica: é uma ferramenta de cidadania e de solidariedade.
A mensagem que liga as duas iniciativas é clara: não basta esperar pela chegada dos profissionais de emergência. É fundamental que, sempre que possível e em segurança, quem presencia uma paragem cardiorrespiratória saiba reconhecer a situação, pedir ajuda e iniciar as medidas de socorro adequadas.
Porque, quando o coração pára, os primeiros minutos podem ser decisivos. E uma pessoa preparada pode fazer a diferença entre a perda de uma vida e a possibilidade de a salvar.

Paulo Silva Reis, texto e fotos

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