A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) foi integrada pelo Governo no grupo de coordenação responsável pela regulamentação e implementação do plano de ação para a gestão sustentável e valorização da Região Demarcada do Douro (RDD), reforçando o envolvimento das entidades locais na definição do futuro de um dos territórios vitivinícolas mais emblemáticos do país.

A decisão consta de um despacho assinado pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, publicado esta terça-feira em Diário da República, com efeitos retroativos a 22 de dezembro de 2025. A criação do grupo de coordenação resulta da Resolução do Conselho de Ministros de 9 de setembro, que aprovou o plano governamental destinado a responder aos desafios estruturais do setor vitivinícola duriense.
Segundo o Governo, a inclusão da CIM Douro justifica-se pelo seu “conhecimento aprofundado das dinâmicas locais, dos desafios estruturais e das oportunidades de valorização económica do setor”, salientando que esta entidade representa um território profundamente marcado pela vitivinicultura, atividade central do ponto de vista económico, social e cultural para a sustentabilidade da Região Demarcada do Douro.
O grupo de coordenação é liderado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e integra representantes do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e do Centro, da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, passando agora a contar também com a CIM Douro.
Entre as principais responsabilidades do grupo está a apresentação ao ministro da Agricultura e do Mar, até 31 de março, de uma proposta detalhada de regulamentação e implementação do plano de ação, incluindo cronograma, indicadores e metas. Caber-lhe-á, posteriormente, assegurar a implementação plena e gradual das medidas a partir de 2027.
O grupo terá ainda a missão de propor a regulamentação de medidas estruturais de ajustamento do potencial produtivo, bem como ações complementares e de acompanhamento, medidas de proteção e transparência do setor e iniciativas de promoção e valorização da RDD. Está igualmente prevista a realização de sessões de esclarecimento e recolha de contributos junto dos agentes do setor, até 30 de abril, envolvendo associações técnicas, cooperativas e entidades interprofissionais.
A articulação com os instrumentos de financiamento disponíveis, nomeadamente programas comunitários, constitui outra das prioridades, garantindo a mobilização dos recursos financeiros necessários. Em 2026, o grupo deverá ainda preparar a implementação experimental de medidas prioritárias, através de projetos-piloto, com recolha de dados para avaliação e eventual ajustamento.
De acordo com o despacho, os membros do grupo de coordenação não auferem qualquer remuneração ou abono adicional pelo exercício das suas funções, estando a missão deste órgão prevista até 31 de dezembro de 2030.
Com a integração da CIM Douro, o Governo reforça a abordagem territorial e participada na definição das políticas públicas para a Região Demarcada do Douro, num processo que visa assegurar a sustentabilidade, competitividade e valorização a longo prazo de um setor estratégico para o país.

A Redação com Lusa

banner canal n
Design sem nome (5)
IMG_9798
Dizeres Populares TASTY ARREGUILAR OS OLHOS Mirandela Braganca 730x90px
Alheiras Angelina
Dizeres Populares BIG MAC VAI NUM AI Mirandela Braganca 730x90px
Banner Elisabete Fiseoterapia
Dizeres Populares BATATAS TAO ESTALADICAS Mirandela Braganca 730x90px
Artigo anteriorPRODUTORES DE MOGADOURO RECEBEM SESSÃO SOBRE ROTULAGEM E LEGISLAÇÃO ALIMENTAR
Próximo artigoGOUVEIA E MELO CRITICA USO POLÍTICO DAS SONDAGENS EM VISITA À REGIÃO TRANSMONTANA