A rubrica Dois Minutos para os Direitos Humanos, da Amnistia Internacional Portugal, destaca nesta edição alertas graves sobre a situação dos direitos humanos em vários países: o agravamento de práticas autoritárias nos Estados Unidos, a persistência de presos de consciência em Cuba e na Venezuela, denúncias de crimes graves cometidos por agentes policiais em Portugal e a repressão letal de protestos no Irão.
Nos Estados Unidos, um novo relatório da Amnistia Internacional denuncia a escalada de práticas autoritárias durante a administração Trump, incluindo o encerramento do espaço cívico e o enfraquecimento do Estado de direito, com impactos profundos nos direitos humanos dentro e fora do país.
Em Cuba, um ano após libertações seletivas de presos de consciência, a organização exige a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas por motivos políticos, sublinhando que as medidas adotadas até agora são insuficientes.
Em Portugal, a Amnistia Internacional alertou para a gravidade das acusações contra dois agentes da PSP, envolvidos em alegados crimes de tortura, agressão, violação, furto e falsificação em esquadras de Lisboa, levantando sérias questões sobre falhas institucionais e abuso de poder.
No Irão, a organização apela aos Estados-membros da ONU para que reconheçam a impunidade sistémica das forças de segurança, apontada como fator-chave para a repressão violenta de protestos, que desde o final de dezembro resultou numa perda de vidas sem precedentes.
Por fim, na Venezuela, apesar da libertação de um pequeno número de detidos arbitrariamente, a Amnistia Internacional lembra que centenas de pessoas continuam presas por motivos políticos, incluindo defensores dos direitos humanos, reforçando a urgência de medidas efetivas e abrangentes.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR



















