Depois de diversas queixas apresentadas por clubes e treinadores sobre a Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai (FPKT), entre os quais o antigo campeão do mundo José Pina, atual presidente do Ginásio Clube Mirandelense, a WAKO, que tutela a modalidade de kickboxing a nível internacional, suspendeu a federação portuguesa.

As queixas prendem-se, sobretudo, com a gestão organizativa da federação, que apresenta um processo eleitoral “pouco transparente”, denunciaram vários clubes.

No documento da WAKO, a que o JN teve acesso, a decisão é justificada com a conclusão de que “os estatutos da FPKMT não estão em linha nem são compatíveis com os estatutos da WAKO”.

O documento acrescenta mesmo que a federação portuguesa “não tem um processo eleitoral democrático que garanta, de forma transparente e com igualdade, os direitos dos membros no que diz respeito à eleição dos delegados”. E refere ainda que a entidade “não protege adequadamente os interesses e direitos dos membros e atletas da secção de kickboxing”.

A WAKO viu-se obrigada a investigar esta questão, criando uma comissão que analisou em detalhe o caso, e divulgou um relatório final onde refere que o Regulamento Eleitoral da FPKMT “limita consideravelmente os direitos dos membros, nomeadamente aqueles que não são delegados”. Acrescenta ainda que a limitação de mandatos não está a ser respeitada, havendo dirigentes nos cargos há mais de quatro anos.

Neste sentido, a WAKO suspendeu a Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai, na sequência de um processo que envolveu desde logo a Secretaria de Estado do Desporto, com quem a federação terá recusado reunir, de acordo com o documento da organização mundial.

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Jornalista: Fernando Pires

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