O ex-selecionador nacional Fernando Santos manifestou hoje o desejo de ver Portugal conquistar o Campeonato do Mundo de futebol que se realiza este verão nos Estados Unidos, México e Canadá, sublinhando a confiança no potencial da equipa das quinas.
“Um jogador do FC Porto (João Pinto), há muitos anos, disse que prognósticos só no fim do jogo. Agora, eu e todos os portugueses temos um desejo: que Portugal possa ser campeão do mundo”, afirmou o treinador durante uma palestra no Agrupamento de Escolas Dr. Ramiro Salgado, em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.
Responsável pelas conquistas do Europeu de 2016 e da Liga das Nações de 2019, Fernando Santos acredita nas capacidades da seleção portuguesa, embora reconheça a forte concorrência internacional. “Mal de nós se não acreditássemos. Temos condições para isso, mas sabemos que os outros também. Os nossos jogadores vão fazer tudo para que isso aconteça”.
A intervenção integrou a iniciativa “Universitários em Torre de Moncorvo”, organizada pelo padre Sérgio Pêra, momento em que o técnico partilhou testemunhos de vida, carreira e fé. Questionado sobre o papel da espiritualidade nas decisões técnicas, como a entrada de Éder na final do Euro2016 frente à França, respondeu que se tratou essencialmente de uma opção tática, ainda que a fé lhe tenha proporcionado tranquilidade emocional.
Durante a sessão, recordou também episódios marcantes da carreira, incluindo a aposta em Cristiano Ronaldo na inauguração do Estádio José Alvalade, quando orientava o Sporting, antecipando que o jovem viria a tornar-se o melhor jogador do mundo.
Confrontado com a eterna comparação entre Ronaldo e Lionel Messi, Fernando Santos considerou que “os génios não são comparáveis”, defendendo, contudo, que a análise dos títulos conquistados favorece o internacional português.
Apesar de evitar apontar favoritos concretos ao título mundial, o antigo treinador de clubes como FC Porto e Benfica garante que Portugal integra o grupo de seleções com ambição legítima de vencer a competição, reforçando a esperança de milhões de adeptos num feito inédito para o futebol nacional.
Edgar Pedreiro com Lusa
Foto: Luís Eduardo Lopes

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