Numa partida que marcou o início da Fase de Subida do Campeonato de Portugal e num Estádio Municipal de Bragança bem composto de público aficionado das duas equipas, o GD Bragança levou a melhor e venceu por 2-1. O Rebordosa AC até saiu na frente do marcador, mas já na segunda parte, os comandados de André Irulegui operaram a cambalhota no marcador.
Impulsionados pelo seu público, a equipa da casa entrou com vontade de assumir as despesas da partida mas de forma pouco prática que permitia aos visitantes ir ganhando metros no terreno.
No momento da bola parada, a equipa de Vitor Gamito ia criando alguma intranquilidade na defensiva do GD Bragança. Logo ao minuto 4, Djadjó deu o aviso, após um pontapé de canto, com a bola à sua mercê atirou contra o corpo de Eddy que evitou o golo.
Os da casa continuavam a procurar, mas a falta de objetividade e agilidade dos processos não lhes permitia importunar Pedro Soares.
Antes dos 10 minutos de jogo, a equipa do Rebordosa AC colocou-se me vantagem no marcador. Num lance que provocou muitos protestos por parte da equipa da casa e após uma grande defesa de João Júnior, Djadjó apareceu solto na pequena área para adiantar “os marceneiros” no marcador.
O golo não desviou o foco dos anfitriões. A partida tornou-se mais combativa e apesar do ímpeto, muita dificuldade para o GD Bragança mostrar os seus argumentos.
Danny ainda esboçou um remate perigoso a meio da primeira parte, mas só à passagem do minuto 27 é que o guardião do Rebordosa AC efetuou a primeira defesa digna de registo. Num cruzamento-remate de Jaílson, Pedro Soares foi surpreendido e teve de “sacudir” por cima do travessão.
Os homens de André Irulegui tentavam instalar-se no meio-campo contrário, mas o máximo que conseguiram antes do descanso foi forçar a expulsão de Sandro que viu o 2º amarelo ao minuto 43, condicionando o resto da partida.
Para o reatamento apresentaram-se as mesmas equipas mas com uma condicionante muito grande. A forte chuvada que se abateu sobre Bragança durante o período de intervalo condicionou o estado do terreno obrigando as equipas a jogar de forma mais prática.
Impulsionados pelo apoio do seu público e pela superioridade numérica, os homens da casa aproveitavam cada palmo de terreno e cada ocasião de se aproximar da baliza contrária e não fosse Pedro Soares, Danny, de cabeça, poderia ter igualado o marcador logo aos 51’.
Na segunda metade, a equipa do GD Bragança adaptou-se melhor às condições do relvado, que tinha zonas impraticáveis, e agarrados à superioridade numérica colocaram-se no comando das operações. Primeiro Mosquera tirou as medidas à baliza e depois Danny, beneficiando de um desvio no defensor visitante, fez a bola alojar-se no fundo da baliza restabelecendo a igualdade.
Com o empate no marcador, a toada do jogo manteve-se e os da casa iam-se mantendo por cima e mais perto da baliza contraria.
O Rebordosa AC, que acusou em demasia a inferioridade numérica e esteve longe de se adaptar às condições do jogo permitindo aos da casa carregarem ainda mais no último terço.
Num dos momentos de ataque dos “canarinhos”, Jaílson, com um remate de recurso, fez a bola passar por cima de Pedro Soares completando a cambalhota no marcador.
Até final do encontro, os da casa souberam sofrer e resistir aos poucos momentos de ataque do Rebordosa AC assegurando assim três importantes pontos nesta, que promete ser difícil, caminhada.
Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

















