A Guarda Nacional Republicana reforçou nos últimos anos a capacidade de resposta em zonas montanhosas, através da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), que contabiliza mais de 400 intervenções operacionais desde 2024 nos principais maciços do país.
A atuação especializada procura responder ao aumento da procura destas áreas para atividades de natureza, turismo e lazer, mas também aos riscos associados ao relevo acidentado, aos acessos condicionados e às alterações rápidas das condições meteorológicas.
As equipas da GNR asseguram operações de busca e resgate, evacuação, primeiros socorros e recuperação de vítimas, acumulando ainda funções de segurança e policiamento em locais de difícil acesso.
A valência de montanha da Guarda tem mais de duas décadas de evolução. O processo começou em 2002, com os primeiros estudos para a criação de um dispositivo especializado na Serra da Estrela, tendo o Grupo Especial de Montanha sido constituído no ano seguinte.
A experiência adquirida levou posteriormente à transformação da estrutura, que passou por diferentes modelos operacionais até ficar integrada na atual UEPS. A capacidade foi entretanto alargada a outras zonas do território, nomeadamente ao Parque Nacional da Peneda-Gerês e à Madeira.
Na Serra da Estrela, onde está instalado um dos principais dispositivos especializados, foram contabilizadas 138 intervenções em 2024 e outras 115 em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram registadas 29 ocorrências.
Entre os registos encontram-se acidentes rodoviários, auxílio a condutores, evacuações, buscas, primeiros socorros e operações de resgate e salvamento. O auxílio a condutores representou a maior parcela da atividade, com 93 intervenções em 2024 e 65 no ano seguinte.
No Parque Nacional da Peneda-Gerês, a capacidade especializada foi formalmente consolidada em 2021, através da criação do Posto de Busca e Resgate em Montanha do Gerês. Na Madeira, a formação de militares para este tipo de operações começou em 2014, tendo sido criado um posto dedicado à proteção e socorro em 2018.
A estratégia da GNR combina, assim, a componente de segurança com a resposta de emergência e socorro, procurando garantir uma intervenção especializada em territórios onde as características geográficas podem dificultar o acesso e aumentar a complexidade das operações.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR




















