O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo afirmou esta terça-feira, durante uma visita à região transmontana, que as sondagens eleitorais não podem servir para manipular a opinião pública nem ser utilizadas como instrumento político, defendendo que a única avaliação verdadeiramente relevante acontecerá no dia das eleições, a 18 de janeiro.

“As sondagens não podem manipular a opinião pública. Isso é que é perigoso, porque é, de alguma forma, contrário ao próprio conceito de democracia e de liberdade de decisão”, declarou aos jornalistas, sublinhando ainda que estes estudos “não podem ser um instrumento político”.
As declarações foram feitas à margem de uma visita à Feira de Reis, em Vila Verde, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, numa deslocação que integrou o périplo do candidato pelo interior do país. Gouveia e Melo garantiu que não voltará a comentar sondagens, afirmando que a única que respeita é “o resultado eleitoral que sair das urnas”.
“Tenho dito que só há uma sondagem. E essa sondagem é a do dia 18 de janeiro, em que os portugueses vão votar. Não é agora, porque uma sondagem me pode beneficiar ou prejudicar, que vou falar sobre isso. Para mim, o tema é claro”, reforçou.
As declarações surgem após a divulgação de uma sondagem da Pitagórica, realizada para a CNN Portugal, TVI, Jornal de Notícias e TSF, que aponta para um empate técnico entre cinco candidatos, com António José Seguro a liderar com 19,3% das intenções de voto, seguido muito de perto por Henrique Gouveia e Melo, com 19,2%.
Durante a visita a Trás-os-Montes, o antigo chefe do Estado-Maior da Armada aproveitou também para destacar a necessidade de combater a desertificação do interior, defendendo políticas ativas em detrimento de soluções passivas, que considera não terem produzido resultados.
Questionado sobre o papel do Presidente da República no combate à desertificação, Gouveia e Melo afirmou que o chefe de Estado pode garantir “pressão constante” sobre os decisores políticos até que os problemas sejam resolvidos. Como exemplo concreto, apontou a anunciada intenção da VASP de reduzir a distribuição de jornais e revistas no interior, uma medida que, no seu entender, agrava a falta de coesão territorial.
“O Presidente não é o poder executivo, mas tem a magistratura da palavra e da influência. É isso que estou a tentar fazer aqui: vir ao interior para mostrar a desertificação”, frisou.
A passagem pela Feira de Reis ficou ainda marcada por momentos de proximidade com a população. Gouveia e Melo distribuiu cumprimentos pelos visitantes e comerciantes, protagonizou alguns passos de dança e chegou mesmo a aproximar-se de bovinos da raça barrosã, num ambiente informal que marcou a sua presença no interior transmontano.

A Redação com Lusa
Fotos: DR

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