O secretário de Estado da Energia garantiu hoje à Lusa que a exploração mineira não avança sem estar concluída a avaliação de impacte ambiental, que resulte numa declaração favorável, ou favorável condicionada, rejeitando acusações sobre contratos assinados recentemente.

O Movimento Não às Minas – Montalegre acusou hoje o Governo de ignorar as “graves consequências” de uma eventual exploração mineira a céu aberto na zona da Borralha e “violar os direitos e vontade” das populações, avançou esta manhã a Lusa. Mas ao que parece a exploração mineira não avança sem uma avaliação prévia.

“A concessão [para exploração mineira] decorre de uma prospeção previamente feita e portanto aquelas empresas tinham direito àquela concessão e têm que agora obviamente avançar para os processos de avaliação de impacte ambiental, sem os quais não poderá haver exploração alguma”, afirmou o secretário de Estado adjunto e da Energia, João Galamba, em declarações à Lusa à margem do 9.º Fórum Energia, organizado pelo jornal Água & Ambiente, em Lisboa.

Em causa está a assinatura pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), em 28 de outubro, de contratos com empresas mineiras. Nomeadamente, no distrito de Bragança onde estão em vigor 16 contratos celebrados entre o Estado e essas empresas para exploração ou estudo.

Refira-se ainda que no sábado, a associação ambientalista Quercus repudiou a assinatura daqueles contratos de concessão da exploração de minérios, sem estarem concluídos os processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

“O que é totalmente falso foi a ideia que se criou de que foram aqui assinados uns contratos à margem, ou contrários, ou sem estarem concluídos os processos de avaliação de impacte ambiental. Quem faz essas acusações revela desconhecer por completo a lei, quer a chamada lei das minas, quer a legislação sobre avaliação de impacte ambiental”, realçou o governante.

Se a declaração de impacte ambiental for negativa, “cessa a concessão e não há lugar a qualquer ressarcimento, ao contrário do que disse a Quercus, sugerindo que um eventual ‘chumbo’ do processo de avaliação de impacto ambiental daria direitos de indemnização. Não dá”, assegurou o secretário de Estado, explicando que, para que a exploração avance, as empresas concessionárias têm de obter uma avaliação ambiental favorável, ou favorável condicionada.

“Se vier uma declaração de impacte ambiental negativa e se a empresa não apresentar outro estudo que ultrapasse esses constrangimentos no prazo definido no contrato, perde a concessão”, reiterou João Galamba.

Recorde-se que nos contratos de prospeção há autorizações para procura de “lítio, ouro, prata, estanho, crómio, chumbo, cobalto, zinco, antimónio e outros metais nos concelhos de Macedo de Cavaleiros, Bragança, Vimioso, Mirandela, Vinhais, Vila Flor e Alfândega da Fé”.

Já os 10 contratos de exploração destinam-se ao “quartzo em Vinhais e Carrazeda de Ansiães, ao ferro de Torre de Moncorvo, e ao talco em Bragança e Vinhais e em Macedo de Cavaleiros”, neste último estão ainda atribuídas cinco licenças para a exploração de talco.

Jornalista: Rita Teixeira

Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa

Alheiras Angelina
banner canal n
Design sem nome (5)
IMG_9798
Dizeres Populares BATATAS TAO ESTALADICAS Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares TASTY ARREGUILAR OS OLHOS Mirandela Braganca 730x90px
Dizeres Populares BIG MAC VAI NUM AI Mirandela Braganca 730x90px
Banner Elisabete Fiseoterapia
Artigo anteriorPJ FAZ BUSCAS POR SUSPEITA DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E TRÁFICO DE DIAMANTES EM BRAGANÇA
Próximo artigoLANÇADO AVISO DO PRR PARA FINANCIAMENTO DE ESPAÇOS CIDADÃO