A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, manifestou publicamente o seu desagrado pela forma como a empresa Engie conduziu o processo de auscultação pública do projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, acusando a energética de atuar com “arrogância” e sem informar previamente o município.

A reação surge uma semana depois do arranque da consulta pública relativa ao projeto que prevê a instalação de 35 aerogeradores no Planalto Mirandês, numa operação associada à produção de energia renovável.
Em declarações à Lusa, Helena Barril criticou a ausência de contacto institucional por parte da empresa antes do início das sessões públicas de apresentação do projeto.
“O ‘eu quero, posso e mando’ é uma atitude de uma instituição que acha que pode estar no terreno sem dar, sequer, informação ao município”, afirmou a autarca social-democrata.
Segundo a presidente da câmara, o município foi surpreendido pelo avanço do processo e começou rapidamente a receber manifestações de preocupação e desagrado por parte de juntas de freguesia e habitantes locais.
“Todos eles, autarcas e população, garantiram que também foram apanhados de surpresa perante este processo. Isto não é forma de nos relacionarmos entre instituições”, sublinhou.
Apesar das críticas, Helena Barril fez questão de esclarecer que não está em causa a legitimidade do projeto energético, mas sim a ausência de diálogo institucional e de comunicação prévia com o território afetado.

PROJETO PREVÊ 35 AEROGERADORES NO PLANALTO MIRANDÊS

O projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote prevê a instalação de um parque eólico com capacidade estimada de cerca de 157,5 megawatts, distribuídos por 35 aerogeradores.
Os equipamentos deverão ser instalados numa área de aproximadamente 105 hectares, não vedada, incluindo acessos e valas técnicas, dentro de um raio de 30 quilómetros da barragem de Picote, localizada no sul do concelho de Miranda do Douro.
A energia produzida será posteriormente integrada na Rede Elétrica Nacional.
A primeira sessão pública de apresentação decorreu no passado dia 7 de maio, na aldeia de São Martinho de Angueira.
Os técnicos da empresa Gesto, responsável pela componente técnica desta fase inicial, explicaram durante a sessão que o Estudo de Impacto Ambiental poderá demorar cerca de dois anos até estar concluído.
Ao longo do processo estão previstas três fases distintas de consulta pública em Portugal, em conformidade com o regime jurídico aplicável aos projetos de produção energética.

ENGIE AVANÇA TAMBÉM COM PROJETOS SOLARES EM TRÁS-OS-MONTES

Paralelamente ao projeto de Picote, a Engie encontra-se igualmente a promover processos de auscultação pública relacionados com projetos de hibridização fotovoltaica em outras três centrais hidroelétricas transmontanas.
As infraestruturas abrangidas localizam-se em Mogadouro, Torre de Moncorvo e nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó, envolvendo as centrais da Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua.
Segundo fonte da empresa, os projetos fotovoltaicos associados poderão atingir uma capacidade global próxima dos 354 megawatts-pico (MWp).

A Redação com Lusa
Foto: DR

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