A gestão de combustível junto de habitações e aglomerados populacionais deve estar concluída até ao próximo dia 31 de maio, numa medida considerada fundamental para a prevenção e redução do risco de incêndios rurais durante os meses de maior perigo.
A obrigação legal aplica-se à limpeza e manutenção de terrenos localizados em redor de edifícios e zonas habitacionais, devendo ser asseguradas faixas de proteção com pelo menos 50 metros em torno das habitações isoladas e 100 metros à volta dos aglomerados populacionais.
As autoridades alertam que a correta gestão de combustível constitui uma das medidas mais eficazes na proteção de pessoas, bens e património natural, contribuindo para dificultar a propagação das chamas, reduzir a intensidade do fogo e facilitar a atuação dos meios de socorro em caso de incêndio.
Entre os principais objetivos desta intervenção preventiva destacam-se a diminuição do risco de ignição, a criação de zonas de segurança em torno das áreas habitadas e a mitigação dos impactos dos incêndios rurais, fenómeno que continua a representar uma das maiores ameaças aos territórios do interior durante o verão.
A limpeza dos terrenos passa pela remoção de matos, ervas secas, arbustos e árvores em excesso, garantindo distâncias de segurança adequadas entre a vegetação e as construções.
As entidades responsáveis recordam ainda que o incumprimento das normas de gestão de combustível pode dar origem à aplicação de coimas, apelando à colaboração da população na adoção de comportamentos preventivos.
Num contexto em que as alterações climáticas e as temperaturas elevadas aumentam significativamente o risco de incêndio, a sensibilização para a limpeza de terrenos assume particular importância, reforçando a necessidade de uma atitude responsável e preventiva por parte de proprietários e comunidades.
A prevenção continua, assim, a ser apontada como a principal ferramenta no combate aos incêndios rurais, numa estratégia que depende da participação ativa de toda a população na proteção do território, das habitações e da floresta.
A Redação
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