José Manuel Fernandes esteve ontem em Lamalonga para avaliar no terreno os prejuízos provocados pelos incêndios e anunciou novas medidas de apoio à recuperação das explorações agrícolas atingidas.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, deslocou-se ontem ao concelho de Macedo de Cavaleiros, onde visitou a freguesia de Lamalonga, uma das zonas afetadas pelos recentes incêndios rurais, para conhecer diretamente a dimensão dos prejuízos e as necessidades das populações e dos agricultores.

A deslocação assumiu particular importância pelo contacto direto com o território ardido e com os responsáveis locais. O governante foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal, Sérgio Borges, pela presidente da Junta de Freguesia de Lamalonga, Betina Gonçalves, e por representantes da AGIF, ICNF, CCDR-Norte, CAP, GNR, bombeiros e estruturas de sapadores florestais.

Foi no terreno que ficaram mais evidentes os impactos deixados pelo fogo sobre as atividades agrícolas, explorações e infraestruturas, numa região onde a agricultura representa uma componente essencial da economia e da vida das comunidades.

APOIOS PODEM CHEGAR A 25 MIL EUROS

Durante a visita, José Manuel Fernandes anunciou a abertura de um aviso do PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, destinado aos agricultores afetados pelos incêndios. A medida poderá disponibilizar apoios até 10 mil euros, com financiamento de até 100% das despesas elegíveis, para explorações que tenham registado perdas superiores a 30%.

O ministro deixou ainda a indicação de que poderá avançar uma segunda resposta através de Resolução do Conselho de Ministros, financiada pelo Orçamento do Estado, com apoios que poderão atingir os 15 mil euros e sem a exigência de comprovar perdas superiores a 30%.

As duas medidas poderão representar, em conjunto, até 25 mil euros de apoio por exploração, procurando acelerar a recuperação de agricultores confrontados com prejuízos provocados pelo fogo.

A visita permitiu ainda ao Município transmitir diretamente ao Governo as principais preocupações identificadas em Lamalonga e defender uma resposta rápida e ajustada à dimensão dos danos.

A recuperação das áreas ardidas e o regresso à normalidade das famílias e agricultores afetados passam agora a constituir uma das prioridades locais, num processo que deverá envolver a articulação entre autarquia, Governo e restantes entidades responsáveis.

Jornalista: Paulo Silva Reis

Fotos: DR

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