O Município de Mirandela concluiu a requalificação de 12 habitações sociais no Bairro do Vale da Azenha, num investimento global de cerca de 600 mil euros, tendo as casas sido hoje apresentadas aos respetivos moradores, após um ano de obras. A intervenção integra a Estratégia Local de Habitação e visa melhorar significativamente as condições de vida das famílias beneficiárias.
De acordo com o vice-presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Orlando Pires, a empreitada decorreu ao longo de um ano e dois meses, período durante o qual o município assegurou alojamento alternativo aos moradores, garantindo que as famílias não ficaram desprotegidas durante a intervenção. A autarquia irá também suportar os custos das mudanças, estando a entrega formal das habitações prevista para breve.
As casas, de tipologia T2 e T3, foram alvo de uma reabilitação integral, numa intervenção considerada essencial, uma vez que os edifícios têm cerca de 30 anos e nunca tinham sido alvo de obras de fundo, apresentando um elevado grau de degradação. As intervenções abrangeram cozinhas totalmente equipadas, casas de banho renovadas e melhorias estruturais significativas.
Um dos eixos centrais da requalificação foi o reforço da eficiência energética, com resultados expressivos. “Estas reabilitações traduzem-se na garantia de que os edifícios têm um acréscimo de eficiência energética de pelo menos 30% e também estamos a contribuir para o desígnio nacional da neutralidade carbónica, uma vez que todas as frações passam a utilizar exclusivamente energia elétrica, deixando de recorrer ao gás”, sublinhou Orlando Pires.
Do investimento total, cerca de 400 mil euros foram financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo o montante restante suportado pela Câmara Municipal de Mirandela.
Desde 2021, o município já reabilitou 42 habitações sociais e tem em planeamento a intervenção em mais 28, das quais 20 no Bairro Operário e oito no Bairro Padre Américo. Segundo o vice-presidente, a obra ou os respetivos procedimentos concursais deverão avançar “ainda durante o ano de 2026”.
Paralelamente, a autarquia pretende adquirir, reabilitar ou construir de raiz mais 40 frações, com a previsão de entregar 30 habitações até 2030, num investimento global estimado em oito milhões de euros, reforçando a resposta municipal às necessidades habitacionais e promovendo maior coesão social no concelho.
A Redação com Lusa
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