Espetáculo na histórica Ponte da Misarela cruzou lenda, memória, teatro, luz e tecnologia, reforçando a ligação entre Montalegre e Vieira do Minho.
A histórica Ponte da Misarela, sobre o rio Rabagão, voltou a ser palco de uma noite em que a cultura e a memória se encontraram com a lenda e a tecnologia. A edição de 2026 de “Misarela – A Ponte da Fraternidade” levou ao monumento um espetáculo multidisciplinar que voltou a colocar no centro a ligação entre os territórios de Montalegre e Vieira do Minho.
Sob o mote “Duas margens. Uma história”, a iniciativa assumiu este ano uma dimensão particularmente simbólica, com a participação conjunta dos dois municípios que partilham este lugar histórico. A ponte, que há séculos liga as duas margens, transformou-se assim numa metáfora de proximidade, cooperação e identidade comum.
Ao longo da noite, teatro, performance, iluminação e recursos multimédia deram uma nova dimensão às histórias associadas à Misarela, recriando memórias e elementos da tradição popular num cenário natural de forte impacto visual.
O resultado foi uma experiência que procurou ir além da simples evocação do passado, aproximando o património das novas linguagens artísticas e tecnológicas e criando uma narrativa capaz de envolver diferentes gerações.
A iniciativa voltou, deste modo, a valorizar simultaneamente o património material e imaterial associado à Ponte da Misarela, um dos lugares mais emblemáticos da ligação entre o Barroso e o Minho.
Mais do que uma ponte física sobre o Rabagão, a Misarela afirmou-se uma vez mais como ponte entre comunidades, histórias e territórios. Uma ligação que ganha novo significado quando Montalegre e Vieira do Minho se juntam para contar, a partir das duas margens, uma história que é afinal comum.
Na Misarela, a história não separa as margens. Une-as.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR
























