O Castelo de Montalegre transforma-se esta quarta-feira, 12 de agosto, num observatório privilegiado para acompanhar um dos fenómenos astronómicos mais aguardados do verão. O programa combina observação científica, experiências inéditas e o imaginário do Barroso, numa jornada que se prolongará pela noite.
A iniciativa arranca às 17h00, com a abertura do recinto e a instalação dos postos de observação solar. Um dos grandes momentos da tarde acontecerá ainda antes do início do eclipse, com o lançamento de um balão estratosférico, numa experiência apresentada pela organização como única em Portugal.
O enchimento do balão está marcado para as 17h15, acompanhado de explicações científicas, estando a largada prevista para as 18h15. A trajetória do equipamento e os respetivos dados de telemetria serão projetados em direto, permitindo ao público acompanhar a experiência a partir do Castelo.
O eclipse solar começa às 18h34 e atingirá o máximo às 19h31, altura em que, segundo a organização, 99,7% do disco solar estará coberto. O fenómeno deverá terminar pelas 20h24.
A ciência cruza-se, entretanto, com a identidade cultural de Montalegre. Pelas 19h25, as “meigas de Montalegre” subirão à Torre de Menagem para um momento simbólico em que prometem “libertar o Sol do feitiço das bruxas do Larouco”, numa encenação que associa o fenómeno astronómico ao imaginário tradicional do concelho.
Após o eclipse, pelas 20h36, o público poderá ainda contemplar o pôr do Sol sobre o Barroso, antes de a programação prosseguir, a partir das 21h15, com observação astronómica noturna, animação e música.
O Município disponibilizará óculos próprios para a observação do eclipse, que poderão ser levantados no Castelo a partir das 17h00, estando a distribuição limitada ao stock existente.
A iniciativa contará com o acompanhamento de uma equipa científica e incluirá ainda um momento de perguntas e respostas, procurando aproximar a astronomia e a ciência da população.
Com o Castelo de Montalegre como cenário, a proposta pretende transformar o eclipse numa experiência que vai muito além da observação do céu, juntando ciência, património, cultura e identidade local.
A organização conta com a parceria do Planetário – Casa da Ciência de Braga, Ciência Viva, LIP Minho, Universidade do Minho, BALUA e Hikari Education Labs.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR




















