O Governo anunciou a atualização das tabelas de retenção na fonte do IRS para 2026, refletindo uma redução do imposto sobre salários e pensões. As alterações incluem a descida das taxas dos escalões intermédios, a atualização dos limites de rendimento em 3,51% e o aumento do mínimo de existência para 12.880 euros, garantindo isenção parcial ou total do imposto para rendimentos mais baixos.
Com as novas regras, trabalhadores com salários até 920 euros brutos mensais, assim como pensões do mesmo valor, não terão qualquer retenção de IRS. Um trabalhador solteiro e sem filhos com salário de 1.000 euros, por exemplo, passará a pagar 35 euros de imposto por mês, em vez de 56 euros atualmente. Para quem aufere 1.200 euros, a retenção mensal cai de 107 para 96 euros; com filhos, os valores também são mais baixos.
Nos salários mais elevados, como 2.500 ou 3.500 euros, a redução do imposto varia entre 21 e 22 euros por mês, dependendo da situação familiar. Casados, com filhos ou pessoas com deficiência, terão retenções ajustadas de acordo com estas condições.
As entidades empregadoras devem aplicar as novas tabelas desde janeiro de 2026 e corrigir eventuais retenções incorretas nos meses seguintes.
O impacto destas medidas é uma diminuição geral do IRS retido mensalmente, beneficiando sobretudo trabalhadores com salários mais baixos e famílias.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR



















