A Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves encerrou a sua participação no World Music Contest (WMC), em Kerkrade, nos Países Baixos, com um honroso 6.º lugar na divisão de elite, naquela que foi a tentativa de revalidar o histórico título mundial conquistado em 2022.
Apesar de não ter conseguido repetir a proeza de há quatro anos, a formação flaviense voltou a afirmar-se entre as melhores orquestras de sopros do mundo, protagonizando uma atuação amplamente elogiada pela intensidade artística, qualidade interpretativa e exigência musical, num dos mais prestigiados concursos internacionais da modalidade.
Num balanço divulgado após o encerramento da competição, a Academia de Artes de Chaves destaca o orgulho no percurso realizado, sublinhando que a orquestra “deu tudo o que tinha para dar”, construindo um programa próprio e emocional que conquistou o público e demonstrou, uma vez mais, a qualidade dos músicos portugueses.
A direção faz questão de deixar um agradecimento especial a todos os elementos da orquestra pelo profissionalismo, dedicação e entrega demonstrados ao longo de toda a preparação e durante a atuação em palco, considerando que o resultado final não diminui o valor artístico alcançado.
O reconhecimento estende-se também ao maestro convidado Eliseu Silva, bem como aos compositores José Suñer, Hugo Correia e Gustavo Gonçalves, cujas obras integraram o programa apresentado em Kerkrade. A organização do World Music Contest foi igualmente elogiada pela forma como acolheu a formação portuguesa e criou as condições necessárias para uma participação de excelência.
A vitória nesta edição do WMC pertenceu à Orchestra d’Harmonie de la Région Centre, de França, distinguida como a melhor orquestra da competição, numa edição marcada pelo elevadíssimo nível artístico das formações participantes.
Longe de encarar este resultado como um ponto final, a Academia de Artes de Chaves assume já o próximo desafio. Inspirando-se nas palavras de Miguel Torga — “Caí, mas não me rendi” —, a orquestra garante que continuará a trabalhar para regressar ainda mais forte, apontando desde já à edição de 2030, com a ambição renovada de voltar a lutar pelo título de melhor orquestra de sopros do mundo.
Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR



















