Em comunicado, O PCP de Bragança defendeu a necessidade de uma rutura com as políticas que, segundo o partido, têm agravado as desigualdades sociais, contribuído para a desertificação do Interior e enfraquecido os serviços públicos. A posição foi reafirmada durante um plenário de militantes realizado no concelho, no passado dia 31 de janeiro.

No plano político nacional, os comunistas manifestaram preocupação com os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, alertando para o crescimento de forças “reacionárias, xenófobas e antidemocráticas”. O coletivo afirmou estar mobilizado para contribuir para a derrota da candidatura de André Ventura na segunda volta, através do esclarecimento político e da luta por melhores salários, direitos laborais e serviços públicos.

O plenário assinalou ainda os 50 anos da Lei dos Baldios, considerada uma “conquista de Abril”, defendendo que a gestão destes territórios deve continuar nas mãos das comunidades locais, sem novas formas de condicionamento externo. “O baldio decide-se na Assembleia de Compartes”, sublinham os militantes, exigindo respeito pela autonomia comunitária.

Na área da saúde, o PCP denunciou a situação “alarmante” da Unidade Local de Saúde do Nordeste, apontando a falta de médicos, a desvalorização das carreiras e a ausência de direção clínica estável como fatores que colocam em causa o Serviço Nacional de Saúde no Interior. O partido exige medidas urgentes para garantir profissionais, condições de trabalho dignas e cuidados de proximidade.

Relativamente ao plano local, os comunistas criticaram o Orçamento Municipal de Bragança, considerando insuficiente o apoio às freguesias. Segundo o PCP, as verbas previstas não dão autonomia real às juntas, especialmente nas zonas rurais, deixando por resolver problemas concretos das populações.

No final, a Comissão Concelhia de Bragança reafirmou o compromisso do partido com “os valores de Abril”, garantindo que continuará ao lado dos trabalhadores e das populações do Interior, “nas urnas e na luta”, contra a precariedade, a xenofobia e o retrocesso social.

Jornalista: Vitória Botelho

Foto: DR

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