A Região Demarcada do Douro deverá contar com novas medidas destinadas a melhorar a competitividade do setor vitivinícola, aumentar o valor gerado pela produção e garantir a sustentabilidade económica e ambiental do território.
A CCDR NORTE participou na elaboração do Plano Executivo para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola do Douro, documento coordenado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) e já entregue ao Governo.
A preparação do plano envolveu oito reuniões de trabalho com entidades públicas e representantes da fileira, num processo destinado a identificar os principais problemas do setor e definir respostas para os desafios que afetam atualmente a região.
Entre as preocupações identificadas estão a pressão sobre os rendimentos dos viticultores, o desequilíbrio entre a produção e a procura e a necessidade de aumentar o valor acrescentado dos vinhos produzidos no Douro. A proteção da paisagem e dos recursos naturais surge igualmente como uma das prioridades.
O documento propõe, entre outras medidas, a criação de referências para os custos de produção, maior formalização das relações comerciais através de contratos escritos na compra e venda de uvas e novos mecanismos de apoio aos produtores.
Está também prevista a adoção de instrumentos para gerir a oferta, o reforço da promoção internacional dos vinhos do Douro e do Porto e uma aposta maior no enoturismo. A sustentabilidade ambiental e a preservação da paisagem duriense integram igualmente o conjunto de ações propostas.
O vice-presidente da CCDR NORTE, Paulo Ramalho, considera que a concretização destas medidas dependerá da capacidade de articulação entre produtores, empresas, entidades públicas e restantes agentes do setor.
O responsável defende ainda uma maior valorização do papel dos viticultores na cadeia de valor, lembrando que estes assumem também uma função essencial na manutenção da paisagem e dos ecossistemas que caracterizam o Douro.
A estratégia ganha particular relevância num ano em que se assinalam 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, reconhecimento que reforça a necessidade de preservar um território cuja identidade está profundamente ligada à atividade vitivinícola.
O plano pretende, assim, servir como base para uma estratégia de longo prazo capaz de equilibrar os diferentes interesses da fileira, melhorar a capacidade económica dos produtores e reforçar a sustentabilidade de uma das regiões vitivinícolas mais reconhecidas de Portugal.
Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR




















